Primeiro Crysis pode estar chegando ao PS3 e ao Xbox 360

Publicado por em Jul 5, 2011 em Notícias, PC, Playstation 3, xbox | 9 comentários

É possível que o jogo Crysis, o primeiro, aquele game que por muito tempo serviu como padrão para, de certa forma, determinar se um PC era mesmo poderoso ou não, esteja a caminho do Playstation 3 e do Xbox 360, apesar do chefão da Crytek, Cevat Yerli, não ter parecido estar muito interessado em tal porte no começo deste ano. Yerly mencionou que a empresa desejava prosseguir com a franquia, e ainda disse que tal porte não sairia barato, e também não seria fácil.

Mas é muito provável que o jogo de 2007 seja lançado para os consoles da Sony e da Microsoft. Um órgão de classificação sul coreano aprovou Crysis para o Xbox 360 e para o PS3, e segundo o mesmo órgão, o jogo seria distribuído pela EA Korea. A versão para PC do FPS da Crytek já é inclusive mencionada no ESRB, e o site coreano Inven afirma ter recebido confirmação por parte da Electronic Arts.

Acredito que o fato da versão para PC do título já constar no ESRB é um grande avanço, e pode mesmo significar que o FPS será lançado para consoles. Seria algo muito bacana, pois muita gente que, de repente, somente jogou Crysis 2, em consoles, poderia agora experimentar aquele jogo que, na época, diziam que somente rodava em um “computador da NASA”.

Apesar de seu fraco enredo, os gráficos de Crysis são fantásticos, e vale a pena jogá-lo pensando somente nisto e no fator “aventura”, além da diversão. O jogo tem seus méritos, é óbvio. Muitos, por sinal. Conta com um Metascore 91/100, etc. Por que não lançá-lo também para consoles e, assim, permitir que ele alcance uma audiência maior? 4 anos não fizeram com que Crysis envelhecesse nem um pouco.

(Via: Eurogamer e Kotaku)

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A indústria de games e elementos que podem acabar com nossa diversão

Publicado por em Jun 17, 2011 em Artigos, distribuição digital, Indústria de games, PC | 13 comentários

Confesso que há tempos sinto vontade de escrever este artigo, e o ótimo artigo escrito ontem pelo C. Aquino, do Retina Desgastada, meio que me motivou. Fui também motivado pelos recentes acontecimentos envolvendo a EA, o Steam, a Valve, etc. Há algum tempo, já, somos desrespeitados pela “grande indústria de games”. Pelas grandes desenvolvedoras e publishers, que colocam o dinheiro acima de tudo e não possuem a mínima preocupação em pelo menos esconder suas ações escandalosas. Como parte desta triste saga, assistimos à remoção de Crysis 2 do Steam e à EA dizendo logo em seguida que a Valve é a culpada. Estranhamente, até o momento, a Valve não se pronunciou, e algo que o leitor Ivan Carlos disse em um comentário aqui mesmo no XboxPlus, a respeito da maneira de aquisição de DLC’s em Crysis 2, a respeito do fato destas transações serem feitas totalmente dentro do jogo,  pode nos dar uma luz a respeito da remoção.

Aliás, o Ivan escreveu um artigo interessantíssimo em seu blog, o Gamepad, o qual tem a ver com este meu artigo, também. O fato é que sinto medo. Recentemente, percebemos que até mesmo uma franquia consagrada e profunda como Mass Effect corre riscos. Nem mesmo jogos imersivos e dotados de um intenso e profundo enredo talvez sejam poupados da ganância das distribuidoras. Durante a E3 2011 vimos o Shepard “sofrer” com comandos de voz via Kinect em Mass Effect 3, o que nada acrescenta ao jogo em si. E, pior: a publisher de Mass Effect é justamente a EA. Será também a série Mass Effect exaurida pela “Síndrome de EA” que o Gamepad mencionou? É triste sequer pensar nisto.

Aliás, o que foi a E3 2011? Wii U e seu “controle-iPad”? Microsoft tentando “empurrar” o Kinect a todo mundo, como se ele fosse a última maravilha do mundo e como se o simples fato de comandar o chefão da Normandy com sua voz fosse algo maravilhoso? Em minha opinião, a Microsoft e a Nintendo não mostraram nada demais na feira. Já quanto à Sony, não acompanhei muito a seu respeito durante a E3, então prefiro não comentar. Muita coisa bacana aconteceu, entretanto, fora da área de atuação destas 3 gigantes. Muita coisa que, talvez, tenha passado despercebida por grande parte do público.

O quase triste mundo dos games

Crysis 2, Crytek, Steam, Valve, EA, Origin, etc: todos “protagonistas” de um triste conto que acaba envolvendo pessoas que, na maioria das vezes, nada mais querem do que comprar seus jogos e serem tratadas como clientes valiosos, e não como simples números em uma base de dados, números estes que posteriormente serão processados e utilizados em estatísticas, sendo mais tarde transformados em lucros absurdos.

Até é possível sentir saudades dos tempos em que jogávamos videogame “desconectados”. Singleplayer total. Nada de Xbox Live, PSN, jogos online, etc. O gamer comprava ou alugava seu jogo, ía para casa e “se matava” até finalizar o título em questão. Nada mais. Produtoras, distribuidoras, etc, se esforçavam para oferecer títulos de qualidade, com conteúdo riquíssimo, e a indústria era movida pela criatividade e pela vontade de fazer um bom trabalho para vender mais, é claro, e não pelas monstruosidades que determinadas gigantes hoje em dia promovem.

O tal do Call of Duty Elite é um absurdo. Quer dizer, o jogador paga pelo jogo, paga a assinatura da Xbox Live ou da PSN, dependendo do caso, e ainda tem de pagar mais alguns trocados caso deseje fazer parte da “turminha legal” no multiplayer? O pior de tudo é que 2 milhões de jogadores já se inscreveram para o beta do serviço. A Activision diz que tudo permanecerá igual para quem não “aderir ao clube”, mas sabemos que com o decorrer do tempo os assinantes do Elite terão mais vantagens, além das iniciais, e até mesmo poderão criar um certo sentimento de desprezo por quem não é “da elite”. O próprio nome do novo serviço é infeliz, pois de certa forma cria uma distinção entre jogadores assinantes e não assinantes que poderá, muitas vezes, acabar em brigas e insultos. O próprio nome em si ajuda a reforçar o caráter nefasto do novo serviço criado pela detentora dos direitos autorais da franquia Call of Duty, pois quem não for da elite pertencerá a qual grupo? À ralé?

Se você quer continuar a jogar Call of Duty como sempre fez, você ainda será capaz de fazer justamente isso, incluindo a possibilidade de comprar pacotes de mapas ‘ala carte’. Com o Call of Duty Elite, estamos adicionando uma nova opção para aqueles que querem obter ainda mais do game. Mesmo os ‘haters’ podem jogar de graça“, diz a Activision. E foi assim mesmo que eles divulgaram o press release relativo ao Call of Duty Elite. “Even haters can play for free“. Em negrito. Haters. Hate. Ódio. Rancor. Aversão. Um serviço que incita à discórdia já em seu anúncio.

Desrespeito total. Logo de cara afirmam nas entrelinhas que aqueles que não optarem pelo serviço receberão uma esmola. Serão capazes de “jogar de graça algo pelo qual pagaram”. Que insanidade. Quer dizer: o jogador compra o jogo e “pode jogar de graça”. Onde a Activision está com a cabeça? Pensando no meu ou no seu bolso é que não estão pensando, é claro. Já não é de hoje que a empresa de Bobby Kotick é conhecida por sua ganância. Mas agora eles foram longe demais.

O Elite poderá ser um sistema pago dentro de outro sistema pago. Um sistema independente que, quem sabe, será até mesmo capaz de provocar problemas com algumas redes e plataformas. Não no tocante à parte tecnológica, mas no tocante às questões financeiras e contratuais, pois todos sabemos que diversão é uma coisa, e negócios são algo totalmente à parte. Não foi isso que supostamente aconteceu entre EA, Crytek, Valve e Steam? O Elite permitirá que os assinantes, por exemplo, acessem informações à partir de dispositivos iOS e Android, acessem “milhares” de estatísticas, criem leaderboards personalizadas, obtenham informações a respeito de qual armamento é melhor em cada situação, etc, além de uma série de recursos sociais.

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Segundo a EA, Crysis 2 foi removido do Steam pela Valve

Publicado por em Jun 16, 2011 em distribuição digital, Indústria de games, Notícias, PC | 7 comentários

Ontem publiquei a respeito da remoção do jogo Crysis 2 do Steam, e até então pensava-se que a empresa responsável pela remoção fosse a Electronic Arts. Agora parece que tudo mudou, e a EA diz que foi a Valve quem removeu Crysis 2 de seu serviço de distribuição digital de games. De qualquer forma, ainda estou meio inseguro no tocante a afirmar qualquer coisa neste sentido, pois “não senti firmeza” em nenhum dos lados, e a Valve ainda não se manifestou sobre o caso.

Mesmo porque Crysis 2 continua disponível em alguns sites de distribuição digital, incluindo o GamersGate UK. Segundo representantes da EA disseram ao site Kotaku, foram os termos de serviço do Steam que ocasionaram a remoção do game do site. “É lamentável que o Steam tenha removido Crysis 2 de seu serviço. Esta não foi uma decisão da EA ou o resultado de qualquer ação tomada pela EA“, diz um comunicado da publisher.

Pelo que tudo indica, a remoção foi ocasionada por um “choque” entre alguns termos de serviço impostos pelo Steam aos desenvolvedores e um acordo que a Crytek, desenvolvedora do título, possui com outro site de distribuição digital. Segundo se pode perceber, a permanência de Crysis 2 no Steam violaria este tal acordo da desenvolvedora alemã, e ela então deve ter optado pela remoção de seu game do Steam.

É interessante notar que os representantes da EA falam em “novas regras” e também mencionam que muitos dos termos de serviço do Steam não são impostos por outros sites de distribuição digital de jogos. Agora, que site será este que fez com que a Crytek removesse Crysis 2 do maior serviço de distribuição digital de games do mundo? Quais vantagens a desenvolvedora terá ao manter seu game neste outro serviço e não mais no Steam? Ou tudo não passa de uma manobra por parte da EA para tentar aliviar um pouco as coisas? Sendo o Steam o maior concorrente do Origin, é até meio que natural pensarmos nisto.

Muito estranho tudo isto, e eu fico aqui pensando em qual seria o “outro site de distribuição digital”, se é que é o caso. Estranho também a EA falar em “expulsão” e/ou em remoção pela Valve, se pelo que foi dito, podemos depreender que a própria Crytek pode ter removido o jogo do Steam. Bom, o tal “choque” entre os dois termos de serviço pode ter também ocasionado alguma ação por parte da Valve, caso a Crytek tenha se negado a algo. Mas tudo isto está muito estranho. Além disso, por que o primeiro Crysis continua no Steam?

(Via: Kotaku)

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Pacote de mapas “Retaliation”, para Crysis 2, está chegando

Publicado por em May 10, 2011 em DLCs / Expansões para games, Notícias, PC, Playstation 3, xbox | Comente agora

A EA anunciou hoje, oficialmente, um DLC para Crysis 2. Na verdade, trata-se de um mero pacote de mapas. Trata-se do “Retaliation Map Pack”, o qual contém apenas 04 mapas: Park Avenue, Transit, Shipyard, and Compound. Todos os 4 mapas suportarão todos os modos de jogo multiplayer.

O “Retaliation Map Pack” será lançado em 17 de Maio de 2011, para PC, Xbox 360 e Playstation 3. Entretanto, seu preço ainda não foi divulgado. Acredito que deva ficar na casa dos 10 dólares, mais ou menos. Infelizmente, mais uma vez, vemos grandes desenvolvedoras e publishers investindo apenas na parcela multiplayer de grandes games.

Mais uma vez temos de observar um mero pacote de mapas sendo lançado, enquanto Crysis 2, um fantástico FPS, certamente um dos melhores de 2011, possui bastante campo para DLC’s com conteúdo. Por que não explorarem mais o personagem Alcatraz? Por que não lançarem algumas novas missões, mesmo que paralelas?

É claro que muitas pessoas que jogam bastante o multiplayer de Crysis 2 possivelmente irão gostar da novidade, e mesmo assim tenho cá minhas dúvidas, pois 4 mapas é muito pouco. Não que nada similar já não tenha sido feito antes, por outras mãos, inclusive, mas acho que Crysis 2 merecia bem mais do que isso. Quem sabe até o final de 2011, não é?

Clique aqui para assistir ao trailer do “Retaliation Map Pack”.

(Via: Shacknews)

 

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(Review) Crysis 2

Publicado por em Apr 16, 2011 em Reviews | 11 comentários

Se tivesse que resumir este review em pouquíssimas palavras, eu diria: Crysis 2 é maravilhoso. A Crytek conseguiu criar um jogo que, além de belíssimo, é desafiador, interessante e permite que o jogador jogue de diversas maneiras, ou melhor, aborde diversas situações de maneiras também diversas. Tudo já começa a empolgar durante os menus, com a belíssima faixa composta pelo genial Hans Zimmer. E por falar em trilha sonora, a trilha sonora de Crysis 2 é simplesmente fantástica. Lindíssima. Vale realmente a pena aproveitar esta promoção e adquirí-la por US$ 3,99.

A desenvolvedora alemã conseguiu realizar a “migração” do cenário florestal do primeiro Crysis, de 2007, para um cenário urbano de forma magistral. A selva repleta de árvores belíssimas foi trocada por uma “selva de pedra” surpreendente. Crysis 2 é ambientado em uma Nova Iorque caótica, na qual uma praga faz cada vez mais vítimas. O game começa com o protagonista, um Marine simplesmente chamado de Alcatraz, em um submarino que se dirige para Nova Iorque. O submarino sofre um ataque, e você tem de, literalmente, sair nadando. Neste momento começa o encanto: a água possui um aspecto fantástico, e a CryEngine 3, então, já começa a mostrar todo o seu poder.

Você consegue chegar até a superfície, e os momentos de “natação”, diga-se de passagem, representam momentos maravilhosos em Crysis 2. Pena que eles sejam poucos. A “fluidez” do elemento, os reflexos, a turbulência, a sonoridade característica e abafada, o som do seu equipamento de respiração, tudo isto é imperdível. Chego a dizer que o título da Crytek conseguiu uma proeza e tanto ao trabalhar com o elemento água: este é realista demais. Ao caminhar em locais alagados, com água pela cintura, você observa e sente a perfeição da ondulação formada, a redução de velocidade causada pela situação, e a movimentação da sujeira que pode estar boiando, em algumas situações.

Saindo agora da breve digressão acima, você é salvo por um velho conhecido de quem já jogou o primeiro Crysis. Ninguém menos do que o próprio Prophet se encontra com você, e lhe presta uma ajuda fenomenal. Momentos dramáticos se seguem, então, e é devido ao Prophet que você consegue envergar o poderoso Nanosuit 2. Isto é até mesmo muito interessante, e  nos leva a pensar em como a generosidade, o altruísmo, a destruição, o desapego e o desespero podem se imiscuir em meio à trama de um game de maneira extremamente realista. Como complemento, aqui, digamos que seu estado de saúde não era nada bom, e o traje lhe presta então uma ajuda fantástica.

A dramaticidade destes primeiros momentos de Crysis 2 é muito grande, pois de certa forma tem a ver com o primeiro título da série, e durante estes momentos iniciais, um certo detalhe jamais passará despercebido por quem jogar o game. Você tem um breve momento de descanso e acorda já observando uma cidade em meio ao caos. Passando por um processo de destruição que, paulatinamente, vai proporcionando ao jogador, ao mesmo tempo, momentos de horror e beleza.

Sim, pois os gráficos de Crysis 2 estão ali, para nos deixar de queixo caído. Para onde quer que você olhe existe algo de belo a ser observado. Quer sejam os belíssimos prédios, intactos ou não, quer seja a vegetação extremamente verdejante, quer seja o aspecto do asfalto: tudo, graficamente, em Crysis, é estupendo. Folhas caem das árvores e são levadas pelo vento. Grama e vegetação rasteira oscilam conforme o vento.

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