E #Bastion foi para o #Limbo

Publicado por em Aug 12, 2011 em Artigos, distribuição digital, Indústria de games, PC | 26 comentários

Pois é. Justamente após o lançamento de Limbo no Steam, lançamento este que deixou todos os PC gamers muito felizes, somos obrigados a engolir mais uma notícia amarga. Bastion, que até ontem mesmo se encontrava em pré-venda em diversos sites de distribuição digital de games, incluindo Steam, GamersGate, Direct2Drive, Gamesplanet, etc, foi de todos estes removido. Ou melhor, bloqueado. Para algumas regiões. Aparentemente, tudo isto é devido a “problemas” em relação à classificação do jogo junto aos respectivos órgãos competentes em alguns países. E, como no Brasil, aliás, tudo é mais difícil, é claro que o jogo sumiu para os gamers brasileiros.

Sinceramente, não consigo entender isto tudo, uma vez que temos jogos no Steam, por exemplo, com conteúdo violento, etc, que no entanto estão totalmente liberados. Aliás, que tipo de mal há em Bastion? Um RPG belíssimo que possui como protagonista um pequeno garoto que anda em um mundo que foi deixado em pedaços após uma catástrofe? Se fosse a Ubisoft bloqueando From Dust eu até entenderia, devido ao histórico da empresa. Mas Bastion, desenvolvido pela Supergiant Games, empresa que conta com uma equipe pequena porém extremamente talentosa? E ainda por cima um jogo cuja publisher é a Warner? Não creio que a culpa seja da Warner, também.

Onde está a tal “liberdade”, “agilidade” e “vantagem” da distribuição digital nestes momentos? Podemos comprar via download e jogar em nossos PC’s, por exemplo, títulos como Brink, Metro 2033, Counter Strike, Painkiller e tantos outros repletos de violência e sangue, e não podemos jogar um RPG genial e muito, muito mais leve, que estes que citei? Aliás, comparar Bastion a estes títulos pensando nos quesitos “violência”, “conteúdo impróprio” e similares é um absurdo.

A página de Bastion está lá, no Steam, mas bloqueada. Já nos outros sites que mencionei acima, o jogo desapareceu. Soube de gente que comprou o jogo em pré-venda, no Steam, e ainda possui o mesmo em sua library. Mas também ouvi falar a respeito de reembolsos. Ou seja: que confusão, hein? Outro fato irritante: fronteiras na distribuição digital é algo ridículo. Por que limitar o acesso a determinados jogos vendidos via internet? Aliás, o bloqueio de Bastion, infelizmente, fará com que ele seja bem mais “pirateado”.

Muita gente não pensará duas vezes, já que não pode comprar o jogo, em obtê-lo através de “caminhos alternativos”. Nem só o DRM possui uma grande parcela de culpa quando falamos em crescimento da pirataria. Estas atitudes imbecis de publishers e desenvolvedoras também. E qualquer órgão classificador, de qualquer país que seja, quando tenta decidir pelo cidadão o que é ou não adequado para ele. Mas Bastion???

Aliás, se este “problema” for mesmo devido apenas a falta de classificação etária em alguns países (o que não tenho lá muita certeza), não está na hora de todo mundo rever seus conceitos? Felizmente pude adquirir minha cópia de Bastion na Xbox Live. Mas e quem não possui um Xbox 360 e aguardava o jogo com ansiedade? Novamente: o que há de errado com Bastion?

Enviei hoje cedo um e-mail à  Supergiant Games, a respeito do ocorrido, e, estranhamente, desta vez ninguém me respondeu. Será que o “buraco é mais embaixo”? Muitas vezes, em determinadas situações, determinadas empresas pedem para que o pessoal “pirateie” seus jogos.

Já deixo avisado de antemão que sou totalmente contrário à pirataria, porém, ninguém pode negar o fato de que, caso este bloqueio se mantenha, muita, muita gente, vai pagar muito, muito menos, pelo jogo da Supergiant Games. Infelizmente. :(

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Findo o bombardeio promovido pelo Steam, saem os gamers de seus abrigos?

Publicado por em Jul 11, 2011 em Artigos, distribuição digital, Indústria de games, PC | 20 comentários

Finalmente terminou o Steam Summer Camp Sale. Foram 11 dias durante os quais muitas coisas que discutimos aqui mesmo no  XboxPlus se concretizaram. O Steam, como sempre, descarregou sobre nós uma carga massiva de jogos, e mais uma vez muitos de nós fomos expostos a títulos e/ou promoções muitas vezes danosas a nossos bolsos e mentes. Filas de games para serem jogados aumentaram ainda mais, compras desnecessárias, quem sabe, foram realizadas, e ao final de tudo o site de distribuição digital da Valve volta a ser o que era antes.

É engraçado, e notável, realmente, como o Steam consegue nos fazer gastar. Outros serviços, como o Direct2Drive, por exemplo, tentam realizar promoções semelhantes, mas falta algo. Falta algo que “arranque” o nosso dinheiro mesmo contra a nossa vontade, muitas vezes. É preciso muita força de vontade para resistir a certos itens, situações, combinações e preços que apareceram nestes 11 longos dias de “promoções gamers” no Steam. Muitos jogadores compraram por pura compulsão, e eu mesmo me vi checando o site diariamente à espera de títulos que já tinha por certo serem destinados à minha fila.

O que faz com que sintamos tamanha vontade de comprar? Estaria a Valve, o Steam e sua maneira de trabalho criando um novo tipo de vício (ou alguma variante), o qual devido à agilidade da entrega e ao altíssimo “fator barganha” faz com que o viciado se sinta cada vez mais tentado a comprar, mesmo que já esteja com seus bolsos cheios?

Eu fico tentando imaginar qual foi o faturamento do Steam durante o “Steam Summer Camp Sale”. Pouco não foi, com certeza. E, mais uma vez, aprendemos algo que a distribuição digital, em especial o serviço da Valve, nos mostra com poucas palavras há tempos: vale a pena esperar. Portal 2, o triste Duke Nukem Forever, Red Faction: Armageddon, Terraria e inúmeros outros títulos recentes “apareceram” durante o acampamento de verão, com descontos muito bons.

Muitas vezes necessidades as mais diversas fazem com que um jogador obtenha e/ou tenha de comprar um jogo antecipadamente, como é o meu caso. Foi o caso, por exemplo, de Duke Nukem Forever, o qual recebi para review. Entretanto, não deixo de perceber o quão benfazeja pode ser a espera, neste caso. Digo isto com meu lado racional, digamos. Pois o lado gamer, o lado impulsivo, o lado que adora um lançamento, este é uma fera quase indomável. Parece que a interatividade e a imersão imbuídas nos jogos eletrônicos vão além do “simples” ato de jogar, e nos transformam em NPC’s controlados sabe-se lá por qual máquina distante e com certeza alheia às nossas necessidades.

É óbvio que todos adoramos estas promoções. Ninguém pode negar este fato. O que creio cada vez mais, porém, é que estratégia nestes momentos é essencial. Usei uma estratégia sugerida por um dos leitores do XboxPlus, e esta me ajudou bastante, aliás. Fui adicionando em minha wishlist alguns jogos pelos quais possuía interesse e a partir dela, então, observava diariamente os preços e suas oscilações. Foi assim que consegui, por exemplo, Twin Sector de US$ 4,99 por US$ 1,70, Dreamkiller de US$ 29,99 por US$ 7,49, “Penny Arcade Adventures: Precipice of Darkness Combo Pack” de US$ 11,99 por meros US$ 1,80, etc. Não são games “top”, digamos, mas este é um mero exemplo de como podemos gastar menos.

Cada vez mais percebo que o próprio Steam, em si, requer muita cautela e estratégia por parte do cliente. Me arrependo, aliás, amargamente, de ter comprado Frontlines:  Fuel of War por seu preço full sendo que poucos dias antes do acampamento de verão ele entrou nos “daily deals” por um preço muito camarada. Não me arrependo de ter comprado o game, claro, pois ele aparenta ser fenomenal. Me arrependo de não ter aguardado.

Mas aí entra, também, outro fator. O outro lado da questão, melhor dizendo. Uma promoção não aproveitada agora pode também resultar em frustração e, de certa forma, sabe-se lá quando o mesmo game vai ser vendido por aquele mesmo super preço. Me parece que com o advento da distribuição digital, estejamos falando de consoles ou PC, o risco de nos vermos em maus lençóis devido a gastos excessivos aumentou bastante. Quando comparamos nossa vida de gamer antes e depois das compras via download notamos claramente o “estrago”. Financeiro e psicológico, pois acabamos não jogando por falta de tempo e ao mesmo tempo nos sentindo mal por não aproveitar algo pelo qual pagamos.

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Mais Alan Wake está vindo por aí, mas não é o 2

Publicado por em May 10, 2011 em Indústria de games, Notícias | 2 comentários

É muito provável que vejamos em breve o Alan Wake em ação novamente. A Remedy confirmou à Eurogamer que lançará em breve um jogo que, de certa forma, pertencerá à franquia. Entretanto, a desenvolvedora deixa bem claro que não se trata de um Alan Wake 2, nem tampouco de um DLC. Fiquei extremamente feliz ao tomar conhecimento desta notícia, pois Alan Wake é um dos melhores exclusivos do Xbox 360. Por outro lado, esta exclusividade é, talvez, o fator que tenha feito com que o game não vendesse bem.

Os fãs da franquia ficarão animados ao saber que sim, mais Wake está chegando. Mas para ter absoluta certeza de evitar confusão, este próximo capítulo de Wake não será Alan Wake 2. E nem sequer será um DLC“, disse Oskari Hakkinen, chefe de desenvolvimento da franquia. Opa, bom saber que agora estamos falando em uma franquia. Que venham mais Alan Wake’s, desde que possuam a mesma qualidade do primeiro.

Hakkinen também mencionou o fato de que uma parte da Remedy já está trabalhando neste novo jogo há alguns meses, e também menciona que o novo título permitirá que novos jogadores, não familiarizados com a franquia, nela sejam introduzidos. O que estará aprontando a desenvolvedora finlandesa, responsável por um dos melhores games que já foi instalado no HD do meu Xbox 360?

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(Valve) Com o “Big Picture”, os games do Steam vão para sua TV

Publicado por em Feb 28, 2011 em distribuição digital, Notícias, PC | 10 comentários

Eu não me canso de elogiar e de me surpreender com o Steam. Além de ser lider na área de distribuição digital de games, não somente por vender bem, realizar promoções arrasadoras e contar com um super catálogo, mas também por oferecer recursos que nenhum outro serviço do tipo oferece, o serviço da Valve está sempre em busca de novidades para oferecer aos seus clientes. Vejam, por exemplo, a recente nova funcionalidade que permite que qualquer jogador capture screenshots enquanto estiver jogando seus games no Steam. Sensacional, não?

Agora, a Valve vai além, e meio que amplia a “área de atuação” do Steam enquanto plataforma, “fazendo-o ir” até outros dispositivos: televisores. Tudo devido ao recurso “Big picture”, o qual realizará ajustes nas resoluções dos games de forma tal a que eles rodem “sem traumas” em qualquer TV, de qualquer tamanho. O recurso também oferecerá suporte a um controle, o qual deverá, é claro, ser ligado ao PC ou ao Mac, vale ressaltar, para facilitar ainda mais a vida de quem optar por utilizar este modo.

Nossos parceiros e clientes têm nos pedido para tornar o Steam disponível em mais lugares. Com a introdução do Steam no Mac, e em breve no Portal 2 no PS3, fizemos justamente isto“, disse Doug Lombardi, vice-presidente de marketing da Valve. “Com o modo Big Picture, oportunidades de jogo para clientes e parceiros do Steam se tornam possíveis através de PC’s e Mac’s em qualquer TV ou tela de computador na casa“, continua Lombardi.

A Valve disse que divulgará mais detalhes a respeito do Big Picture durante a GDC 2011, esta semana. É claro que ainda falta muito a ser esclarecido a respeito deste novo recurso. Em relação ao controle: será um controle específico ou, por exemplo, qualquer controle do Xbox 360 para PC servirá para dar conta do recado? Bom, vamos aguardar. :)

(Via: Press Release – Valve)

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THQ anuncia Red Faction: Battlegrounds para a PSN e para a XBLA

Publicado por em Aug 16, 2010 em distribuição digital, Notícias, Sony, xbla | 8 comentários

Don Whiteford, da THQ, contou hoje ao site Gamasutra que um novo título da série Red Faction será lançado, porém desta vez através da PSN e da Xbox Live, para o Playstation 3 e para o Xbox 360, respectivamente. Ou seja, trata-se de um título que será distribuído apenas digitalmente, chamado Red Faction: Battlegrounds.

Red Faction: Battlegrounds será um game com visão em perspectiva isométrica, suportará até 4 jogadores online e permitirá o desbloqueio de itens in-game que serão utilizados no vindouro Red Faction: Armageddon. O primeiro título da série Red Faction foi lançado em 2001, e se passa no planeta vermelho, ou seja, nosso vizinho Marte, no ano de 2075. Games da série já foram lançados para diversas plataformas, e Red Faction: Guerrilla, último título da franquia, com seu cenário quase que inteiramente destrutível, é um game muito bacana.

O lançamento de Red Faction: Battlegrounds representa, em minha opinião, duas coisas: a importância cada vez maior que desenvolvedoras e distribuidoras dão à distribuição digital, e também o fato de que, possivelmente, este título funcionará meio que como um “elo de ligação” com Red Faction: Armageddon.

Em relação a Battlegrounds, não foi informada nenhuma data para o lançamento do jogo, mas fico aqui me perguntando como estamos cada vez  mais caminhando para um “mundo gamer” onde tudo será digital. Caixas deixarão de existir. Manuais serão todos eles em formato digital. Brindes que hoje recebemos quando, por exemplo, compramos um game AAA retail em pré-venda serão também todos eles digitais, in-game. Art books também serão somente digitais.

O momento em que compraremos games somente através de download está cada vez mais próximo, e não posso deixar de comparar o sentimento que isto me trás com o que sinto quando observo minha coleção com mais de 250 discos de vinil: uma mescla de saudade com felicidade. Não podemos deixar de experimentar a nostalgia da “antiguidade”, mas também não podemos fazer vista grossa para a comodidade, a agilidade e a tecnologia envolvidas nas novidades.

(Via: IGN)

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