Os DLCs e as práticas e sistemas que podem alterar negativamente o futuro dos jogos eletrônicos

A inspiração para este texto veio de um excelente artigo escrito pelo C. Aquino, no Retina Desgastada (leitura recomendadíssima). Hoje em dia vivemos em um mundo onde jogos eletrônicos não são mais nossos, quando os compramos. Ok, compramos o direito de utilização, e não o direito de realizar engenharia reversa, modificar o software, etc (mas muitas vezes nem mesmo o direito de utilização nos é dado, após a compra).
Isto é algo que todos sabemos, e que faz parte de nossa “vida de jogador” desde quando jogávamos em velhos consoles como NES, Master System, Mega Drive, etc. Isto é algo, aliás, comum a qualquer software que seja vendido no mercado. A não ser que obtenhamos junto ao desenvolvedor o código fonte e o direito de modificá-lo, temos apenas a licença de uso do mesmo. O mesmo se aplica aos games que jogamos em nossos computadores e consoles.
Melancólica estrada
A indústria de games está caminhando em uma direção muito triste. Sofremos “nas mãos” de DRMs que funcionam apenas para quem pagou pelo jogo. Podemos ficar sem jogar determinado título que adquirimos enquanto jogadores que possuem “versões alternativas” não passam pelo mesmo problema. Podemos sofrer, também, com DLCs que nada mais fazem que desbloquear conteúdo já presente no jogo que compramos, como bem disse o Aquino. E a indústria de games também descobriu que lançar um jogo e entupir as prateleiras (virtuais ou não) de DLCs é uma ótima ideia para encher cofres já bem abarrotados de dinheiro.
Além disso, temos também empresas da área que trabalham com afinco para extraírem tudo o que podem de suas franquias, lançando uma sequência atrás da outra e, muitas vezes, sequências e/ou jogos pertencentes à mesma série que não possuem nenhuma inovação. Nada que faça com que valha a pena comprá-los. Obviamente muitos de nós acabamos sendo pegos nesta armadilha. Seja por gostarmos muito da franquia, seja por termos de analisar o jogo em questão, seja por ingenuidade, seja por [você decide aqui sua motivação, neste caso].
Não existe mais hoje em dia, salvo algumas exceções, aquela preocupação com o jogador que existia antigamente. Podia nem se tratar de preocupação, mas no caso de jogos vendidos em cartuchos, por exemplo, não era possível o lançamento de patchs para corrigir bugs e falhas grotescas que observamos atualmente mesmo em grandes títulos. Desenvolvedoras e publishers, antigamente, tinham de realizar um trabalho bem feito, e nada mais. Tinham de nos entregar nada mais nada menos do que aquilo que esperamos quando compramos um jogo.
É claro que os jogos antigos também não estavam livres de bugs, mas não existia a enorme quantidade de problemas que observamos atualmente (sem falar no desrespeito), como por exemplo a incompatibilidade de Batman: Arkham City com o DirectX 11. Aliás, este problema continua sem solução: o último update foi lançado em 07 de Dezembro de 2011, e nem a Warner nem a Rocksteady se mexeram.
Parece que nos tornamos algo supérfluo para uma indústria gigante que desenvolve apenas para ganhar prêmios, reviews positivos e notas altas no Metacritic. Isto é absurdo, é claro, pois prêmios e boas notas estão relacionados à vendagem, de certa forma. Disse isto apenas para demonstrar a maneira como enxergo o trabalho de muitas desenvolvedoras e publicadoras, que tratam jogadores como um mero número em suas bases de dados.
Hoje vivemos em um mundo conectado, e a internet é parte importantíssima do mercado de jogos eletrônicos. Esta mesma internet é que nos entrega, por exemplo, DLCs muitas vezes desnecessários. Quero deixar bem claro que não possuo nada contra DLCs, desde que possuam conteúdo de verdade. Lair of the Shadow Broker, para Mass Effect 2, é um belíssimo exemplo de um fantástico DLC. Aliás, digo o mesmo do DLC Overlord, mesmo este último não sendo tão grandioso quanto Lair of the Shadow Broker. Até mesmo Arrival foi muito bom.
Mas a verdadeira questão é: seremos para sempre “massacrados” desta forma? Podemos optar entre comprar ou não um DLC, por exemplo, mesmo sabendo que muitas vezes não comprar significa ficar de fora de uma certa parte da brincadeira. Mas DRMs nos são impostos. Franquias consagradas são muitas vezes estragadas pela grande ganância de empresas que não querem qualidade, e sim dinheiro no bolso através de lançamentos constantes.
Não estou dizendo que bons jogos não são lançados. Eles são, é claro. Mas uma grande parte das desenvolvedoras e publishers parece pensar nos jogadores como beta testers. Beta testers, aliás, que pagam para passar raiva. Pré-vendas são realizadas sem que, muitas vezes, nenhum benefício seja oferecido aos compradores. Grandes jogos muitas vezes passam despercebidos pelo grande público, enquanto os “grandes com mais do mesmo” vivem iluminados por holofotes fortíssimos.
Analistas e grandes sites especializados muitas vezes podem até mesmo receber para falar bem de determinados títulos, e se alguém fala mal de um jogo, como aconteceu recentemente com o (infelizmente) sofrível AMY, ainda temos de aguentar as empresas responsáveis dizendo que as notas baixas se devem ao fato do jogo ser difícil, como se este fator tivesse alguma relação com a qualidade ou não de um jogo eletrônico.
O fato é que caminhamos para um futuro que, pelo menos por enquanto, não parece nada promissor. Temos jogos promissores sendo anunciados. Temos bons títulos no mercado. Temos empresas sérias e que respeitam o jogador. Mas tudo isto está inserido em um mercado um tanto quanto podre, e todos sabemos que uma maçã podre pode estragar as outras em seu redor. Mas estamos aqui, e gostamos de games. De uma forma ou de outra, sempre somos afetados por tudo isto, e muitas vezes, até, por livre e espontânea vontade.
Leia maisTrailer sangrento exibe um pouco da história de “Ryder White”, DLC para Dead Island
A Deep Silver divulgou um trailer muito bacana a respeito do próximo DLC para Dead Island, chamado Ryder White. Este DLC permitirá que os jogadores joguem como o personagem Ryder White, e contará com uma nova campanha, digamos. Uma campanha que durará várias horas, segundo a empresa.
O DLC permitirá que obtenhamos uma nova visão sobre os acontecimentos, jogando como o vilão. Vários mistérios a respeito do personagem e da própria trama como um todo poderão ser descobertos, segundo a Deep Silver. Talvez este DLC funcione como um motivador para muita gente que, como eu, abandonou o jogo sem entender o porquê. Bom, sei de algumas pessoas que passam pelo mesmo “problema” que eu.

Obviamente o jogo deverá ser finalizado para que se possa aproveitar o DLC e, assim, faremos jus ao dinheiro que gastamos. Além disso, quem adquirir o DLC contará com um novo personagem jogável na campanha principal de Dead Island: o próprio Ryder White. Sinceramente, sinto uma vontade imensa de retornar a Banoi e massacrar zumbis. Esta vontade está aumentando bastante, principalmente após visualizar o trailer abaixo.
Gosto de jogos com zumbis, desde que eles não sejam meros caça-níqueis, e este não é o caso do título da Techland. Muito pelo contrário: Dead Island é um ótimo jogo, seus gráficos são fantásticos, a jogabilidade é muito boa, as missões são interessantes e os zumbis, muitas vezes, representam um desafio bem grande.
O fato de armas de fogo serem algo escasso no game também é algo muito interessante, que acaba fazendo com que o jogador utilize objetos os mais diversos para se defender. Ou melhor, o jogador é forçado a utilizá-los, pois somente seus punhos não bastarão. Dead Island talvez tenha sido, em minha opinião, mais uma vítima de um grande problema que afeta muitos lançamentos, mesmo aqueles de alta qualidade: um enorme hype que acaba fazendo com que muitos jogadores ansiosos percam um pouco do interesse pelo jogo tão logo ele é lançado.
O caso é que a campanha de marketing sobre o título foi tão grande, e aquele primeiro e lindíssimo trailer criou uma expectativa tão grande e irreal (o produto final não corresponde totalmente ao que vimos naquele trailer), que muita gente pode ter sentido um certo cansaço. Muitos, até, podem até mesmo ainda nem terem comprado o game. Ryder White será lançado em 01 de Fevereiro de 2012, para Playstation 3, Xbox 360 e PC.
De qualquer forma, enxergo o DLC Ryder White como algo que quero jogar. E se desejo jogá-lo, tenho de terminar o game principal em primeiro lugar. Assista abaixo ao trailer do DLC:
Leia maisDeep Silver anuncia “Ryder White”, novo DLC (com história) para Dead Island

Dead Island foi um dos jogos que aguardei com mais ansiedade em 2011. Mundo aberto, história interessante, gráficos belíssimos, zumbis, elementos de um RPG, etc. Tudo o que eu gosto este jogo contém, e pude confirmar a qualidade do “pacote” assim que comecei a jogar, apesar dos bugs iniciais. O jogo é simplesmente fenomenal, pelo pouco que joguei até agora (cerca de 6 horas). Não sei porque, entretanto, ainda não consegui me dedicar a ele como gostaria. Infelizmente, joguei o ótimo game da polonesa Techland pela última vez há mais ou menos 2 meses atrás, e o pior é que vontade de jogá-lo não me falta.
Isto pode ser culpa da grande quantidade de jogos que tenho na fila? Ok, pode. Mas, sendo sincero, este não é o motivo. O fato é que, não sei por que, não consegui me envolver com Dead Island, apesar de ter gostado de quase tudo nele, até o ponto onde joguei. É claro que pretendo mudar este fato e finalizar o título pois, além de tudo, sei que estou perdendo um ótimo jogo. E por falar em Dead Island, a publisher Deep Silver anunciou hoje um novo DLC para o título. Desta vez, trata-se de um DLC “com história”. Com conteúdo que expandirá a história do game. O novo DLC se chamará ”Ryder White” e será lançado em 01 de Fevereiro de 2012, para Playstation 3, Xbox 360 e PC, e custará 10 dólares

“Ryder White” permitirá que os jogadores obtenham uma nova perspectiva dos acontecimentos no título, através dos olhos do antagonista no game. Será possível jogar como Ryder White e descobrir mais a respeito de suas motivações, utilizando seu ponto de vista e conhecer diversas coisas interessantes a respeito do personagem e da história do jogo.
O personagem será mostrado tanto como um militar quanto como um marido dedicado, e a Deep Silver menciona que este novo DLC introduzirá uma nova campanha singleplayer no game, a qual durará várias horas e será repleta de reviravoltas. Não somente isto: o DLC também tornará Ryder White um personagem jogável também na campanha principal de Dead Island.
Sei que devo voltar novamente a Banoi, e este DLC será, portanto, uma meta a ser perseguida. Certamente irei jogá-lo, assim que finalizar o game principal. Não me lembro de ter experimentado algo assim, antes: não jogar determinado título apesar de desejar jogá-lo com grande vontade. Dead Island tem tudo o que eu gosto. Já joguei algumas horas. Pude matar zumbis de diversas maneiras. Completei diversas quests. Observei os gráficos sensacionais do título e o maravilhoso espetáculo que a ilha paradisíaca de Banoi representa.
Já participei de algumas partidas cooperativas. Gosto do jogo. O que falta, então? De qualquer forma, vamos aguardar pelo DLC ”Ryder White”. Veja abaixo mais algumas screenshots do DLC:
Leia maisQuest for the Lost Eternia Shards: explore o universo de Dungeon Defenders

Um dos jogos independentes mais sensacionais de 2011 certamente é Dungeon Defenders, da Trendy Entertainment. Tenho certeza de que muita gente pensa assim, e o jogo, neste momento, ocupa a 14ª posição no ranking dos mais jogados no Steam, na frente de títulos como, por exemplo, APB Reloaded (bloqueado para o Brasil, infelizmente), Killing Floor, Garry’s Mod e até mesmo lançamentos como Saints Row the Third. Dungeon Defenders é realmente um fenômeno.
A Trendy Entertainment lançou um novo DLC para Dungeon Defenders, chamado Quest for the Lost Eternia Shards Part 1. Na verdade este DLC faz parte de uma série (serão 4) que, dentre outras coisas, permitirá que os jogadores explorem os reinos de Etheria, interagindo com tudo aquilo que está fora do castelo. O DLC custa US$ 3,99, e também existe uma opção através da qual é possível reservar-se todos os 4 por US$ 9,75.
Cada nova quest levará o jogador através de um mapa de campanha inteiramente novo, e além disso, este novo DLC conta com uma nova “challenge mission” com novas cinemáticas, novos inimigos, 10 novas armas, um novo pet, um novo chefão e mais uma série de itens interessantes.
O pacote de expansão “Quest for the Lost Eternia Shards Part 1″ já está disponível no Steam, e será lançado na Playstation Network e na Xbox Live no dia 21 de Dezembro. Vale lembrar também que quem adquirir os 4 DLCs através do esquema de pré-venda que mencionei acima, poderá desbloquear um novo nível de dificuldade chamado “Nightmare Mode”.
Dungeon Defenders é um jogo fenomenal, e o trailer da série de DLCs “Quest for the Lost Eternia Shards”, o qual segue abaixo, mostra cenas muito bacanas. O “mundo lá fora” é também muito bonito, no jogo. Meu único medo é que a desenvolvedora acabe lançando um DLC atrás do outro e “erre a mão”, ao esquecer do conteúdo. Espero que isto não aconteça.
Dê uma olhada no trailer:
Leia maisDungeon Defenders em promoção e DLC gratuito no Steam

A Trendy Entertainment também resolveu celebrar o Dia de Ação de Graças (e que bom!), e seu sensacional game Dungeon Defenders está saindo pela metade do preço no Steam. Ou seja, apenas US$ 7,49, por um jogo extremamente divertido, bonito, desafiador, instigante, e que mistura RPG com tower defense de forma fantástica. Dungeon Defenders, aliás, já teve até seu código fonte aberto, e os “modders” podem já começar a trabalhar com o Dungeon Defenders Development Kit.
Além disso, a desenvolvedora lançou um DLC chamado “The Great Turkey Hunt“, o qual será gratuito até o dia 02 de Dezembro de 2011. Portanto, aproveitem e baixem logo sua cópia. O ”The Great Turkey Hunt” adiciona Perus em Dungeon Hunters, também em comemoração ao Dia de Ação de Graças. O jogador deverá, é claro, caçar as aves para a ocasião. O problema (ou não) é que alguns “Dark Elfs” poderão atrapalhar a vida dos personagens, e existe inclusive um outro problema com o qual teremos de lidar: o chefão “Mega Turkey”.
O DLC também conta com conteúdo desbloqueável, além da “Challenge Mission” acima mencionada. São quatro skins desbloqueáveis: “Pilgrim”, para a classe “Apprentice”, “Turkey Outfit”, para a classe “Squire”, “Pocahontas”, para a classe “Huntress” e ”Conquistador”, para a classe “Monk”.
Um outro DLC também foi lançado para Dungeon Defenders. Trata-se do “Dungeon Defenders Hero Pack“, o qual está em promoção, saindo por US$ 3,99 durante sua primeira semana. Este pacote de expansão adiciona quatro novas classes no jogo, todas elas com características distintas: a monja “The Initiate”, a guerreira “The Countess”, “The Ranger”, um caçador que tem como uma de suas habilidades a criação de um campo de invisibilidade e a maga “The Adept”. É, Dungeon Defenders vai se tornando cada vez mais diversificado. Só espero que a Trendy Entertainment não comece a lançar pacotes de expansão todas as semanas.

Além dos acima, um outro DLC também foi lançado pela empresa. Trata-se do “Warping Core Challenge Pack“, o qual custa US$ 1,99 e adiciona 4 novas missões ao game (Royal Gardens, Endless Spires, Castle Armory e Hall of Court). Durante estas missões o core mudará de local de forma aleatória, o que representará um desafio a mais para os jogadores.
A Trendy Entertainment já lançou DLC’s gratuitos para Dungeon Defenders anteriormente, na época do Halloween. Creio que a experiência proporcionada pelo jogo pode agora se tornar bem maior do que aquela proporcionada pelo “pacote normal”. Todos os DLC são baratos, é claro. Tenho medo apenas de que a desenvolvedora veja no lançamento de DLC’s uma forma de lucrar mais e de forma constante. Não tenho nada contra tal prática, entretanto, caso os lançamentos não sejam frequentes e os pacotes de expansão continuem apresentando conteúdo interessante e de qualidade, com novas missões, desafios, etc.
Se você ainda não possui este sensacional jogo, aproveite o desconto de 50% e pegue também o DLC “The Great Turkey Hunt”, o qual está sendo oferecido gratuitamente por enquanto. Enquanto isso, dê uma olhada, abaixo, nos trailers de “The Great Turkey Hunt” e “Dungeon Defenders Hero Pack”. São muito bacanas:
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