Valve oferece trilha sonora de Portal 2 de graça
A Valve possui, realmente, um grande “tino comercial”. Ela oferece gratuitamente o que outras desenvolvedoras e publishers muitas vezes cobram. Ela consegue cativar os jogadores em diversas “vertentes”, digamos: promoções, itens gratuitos, ótimos lançamentos, grande criatividade na criação de campanhas de marketing, recursos inigualáveis, etc.
A empresa de Gabe Newell cada vez mais consegue provar que o mercado de jogos para PC está longe de seu fim, se que isto algum dia acontecerá. E no meio de tudo isto, a criadora de Portal e Half-Life oferece mais um presente aos seus clientes e fãs: a trilha sonora de Portal 2 está disponível para download, gratuitamente. 6 ringtones temáticos também estão disponíveis. O álbum se chama “Song To Test By”, e será disponibilizado em 3 volumes. O que já está disponível de graça é o primeiro volume, o qual contém 22 faixas. É óbvio que ao disponibilizar gratuitamente a trilha sonora do jogo Portal 2 a Valve também tem em mente “interesses comerciais”.
Agradar o cliente é sempre bom, ainda mais com um produto de qualidade oferecido “na faixa”. Manter o cliente sempre focado na marca da empresa é melhor ainda, e nada melhor, para isto, do que lembrá-lo sempre de que a empresa está ali, presente, sempre disposta.
De qualquer forma, é um presente e tanto. Mais um “mimo” oferecido gentilmente, o qual, certamente, já foi baixado muitas, muitas vezes. Vale lembrar que nenhuma faixa de Jonathan Coulton, autor de “Still Alive”, está presente neste volume 1. Coulton espera que sua faixa “Want You Gone” apareça no volume 2.
(Via: Eurogamer)
Leia maisValve, Steam, Square Enix Week e o mercado de games para PC
Recentemente o site Edge Online publicou uma matéria muito interessante a respeito da Valve e, consequentemente, do Steam, serviço de distribuição digital de jogos de propriedade da desenvolvedora de Portal e Half-Life. Nesta mesma matéria, o fundador da Valve, Gabe Newell, é mencionado. Tal matéria, aliás, meio que se baseia em outra matéria, publicada na revista Forbes, a qual menciona o fato de que Newell está “mudando a economia da indústria de games”.
Como sou muito interessado neste assunto, gostaria de comentar a respeito aqui no XboxPlus. Sempre tive comigo, desde quando joguei em um PC pela primeira vez, a certeza de que esta plataforma é fantástica. Flexível, popular, acessível (salvo as excessões relacionadas aos requisitos de cada game, dentre algumas outras) e “lar” de inúmeros games até hoje somente existentes para ela.
Segundo a Forbes, o Steam, hoje, possui cerca de 30 milhões de clientes. Ou seja, 30 milhões de pessoas que jogam no PC. 30 milhões de PC gamers. Isto está longe de representar um mercado em decadência, digam o que disserem aqueles que pregam a morte do mesmo. A Valve está atrás somente das fabricantes dos consoles da última geração (Microsoft, Nintendo e Sony), em termos de participação no mercado de games, e ainda segundo a Forbes, a Valve pode estar no controle de até 70% do mercado de games para PC. A mesma revista estima que o valor da Valve oscila entre 2 a 4 bilhões de dólares.
Acho bastante interessante também o fato de Gabe Newell deixar meio que transparecer que grande parte do sucesso de sua empresa é o foco no mercado de games para PC, desprezando até mesmo as plataformas móveis, tão em moda hoje em dia. É, foco. Isto é muito importante, seja no desenvolvimento, seja na distribuição, seja durante as vendas. Eu iria mais além e diria que durante o pós venda, também. É preciso sempre analisar a satisfação do cliente, e não fazer como determinadas empresas que simplesmente “matam” um produto levando em consideração apenas opiniões internas. Isto mostra mais do que tudo que o PC enquanto plataforma de games é altamente rentável, e o próprio fundador da Valve deixa isso bem claro. Afinal, crescimento de 200% nas vendas ano após ano, de acordo com o figurão, não é para qualquer um.
Tudo isto deixa bem claro que tanto as motivações quanto os resultados obtidos pelo Steam são fruto de uma (ou várias – Newell com certeza é, também, muito bem assessorado) mente brilhante, que vê na indústria de games algo único. O alcance do PC enquanto plataforma de games é muito mais amplo do que os consoles, seja devido a fatores econômicos, seja devido à sua maior disponibilidade em diversos lugares do mundo, etc. Hoje temos computadores em locais onde até há algum tempo atrás eles eram apenas um mero e impossível sonho. Em muitos destes locais, aliás, continua sendo impensável a presença de um console de última geração.
O enorme catálogo do Steam, aliado à massiva existência de PC’s no mundo todo, em lugares os mais diversos, todos com as mais variadas configurações e capacidades, juntamente com a enorme gama de gêneros de jogos, preços, requisitos mínimos e recomendados existentes no serviço, pode representar um dos fatores que fazem do mesmo um sucesso. Qualquer PC gamer encontra ali um game que se adeque ao seu gosto, necessidades, possibilidades e configuração.
As “promoções infinitas”, do Steam, também, representam um dos diferenciais do serviço em relação a seus concorrentes. A própria Square Enix Week, que vai até 20 de Fevereiro de 2011 e que já no primeiro dia trouxe o maravilhoso Batman: Arkham Asylum Game of the Year Edition por US$ 7,50 mostra que a Valve possui enorme “poder de fogo”, e enquanto uns e outros tentam copiá-la, ela sempre arruma um jeito de “dar a volta por cima”, e fazer melhor. É muito mais do que óbvio o fato de que o poder de negociação que a empresa possui em relação às publishers é o maior deste mercado.
Leia maisGabe Newell continua tremendamente animado com o futuro dos jogos para PC
Que a Valve gosta do PC ninguém duvida. O Steam e o sucesso da plataforma são as maiores provas disto, e mesmo que o site tenha começado a distribuir alguns games também em versão para Mac, o foco da empresa continua sendo o PC. Gabe Newell, chefão da empresa, diz que continua “tremendamente animado com o futuro dos jogos para PC“.
“Enxergamos [o PC] como o centro da inovação de tudo o que está acontecendo, sejam microtransações, MMO’s, free-to-play’s, ou algo como o CityVille, o qual – após seu primeiro mês – possui 84 milhões de pessoas jogando“, continua Newell. “Para nós, isto é apenas um indicativo do porquê as plataformas abertas são onde as inovações vão ocorrer“, finaliza o co-fundador da Valve.
É natural que o Gabe Newell pense assim. É natural que o Steam seja uma das poucas últimas fortalezas dos games para PC. Não que faltem sites de distribuição digital de games, mas o que falta é a criatividade e a preocupação com o gamer que a dulpa Steam/Valve oferecem, dentre outros inúmeros fatores. Ontem, aliás, Newell enviou sua equipe atrás da Intel, durante a CES 2011, para que eles ficassem de olho nos novos processadores Intel Sandy Bridge, de 32nm, os quais contam com chip gráfico integrado dentro do próprio processador.
O chefão da Valve mais uma vez solta uma de suas bombásticas frases, dizendo que “a empresa criou a versão para PC de Portal 2 com esta tecnologia (Intel Sandy Bridge) em mente“. Sendo a plataforma mais utilizada no mundo, é até estranha a ocorrência de fatos que contribuem para que os games para PC sejam cada vez mais adiados, penalizados, etc. A pirataria pode até estar no cerne destes problemas todos, mas o Newell e sua turma estão aí para provar que ainda “há luz no fim do túnel”.
Não creio que o PC esteja morto, e nem mesmo caminhando para seu fim, enquanto plataforma de jogos. Creio, isto sim, que deve haver uma mudança nas mentes dos gamers, dos distribuidores e dos desenvolvedores. O cenário independente de desenvolvimento de jogos pode muito bem dar enormes lições a diversas empresas da chamada indústria de games. É preciso também que a “grande indústria” “abra sua mente” e não se foque somente nos consoles, estes sim representantes de plataformas fechadas com um tempo de vida muitíssimo mais curto.
Nada contra os consoles, que fique bem claro. Aliás, adoro meu Xbox 360 e o uso bastante. O fato é que não se pode esquecer de que existem diversos fatores que ligam determinados games e/ou gêneros aos PC’s. Já imaginou jogar StarCraft em um console? Ou um simulador complexo como Trainz Sim 2010? E além do fator “ligação”, existe o fato de que o PC é meio que um “tudo em um”. Joga-se, ouve-se música, trabalha-se, etc. Uma “empresa de games” que conseguir se “manter forte” nos PC’s, conseguirá um feito e tanto, e abraçará um mercado muito amplo. Parcerias com outros desenvolvedores dos mais diferentes nichos também podem, de repente, se tornarem uma constante.
Particularmente, sou adepto da idéia de que seria muito melhor se todos os jogos fossem lançados para todas as plataformas. Sabemos que isto é, no mínimo, extremamente difícil de ocorrer. Mas o PC deve estar sempre no meio disto tudo, mesmo que a manutenção de um PC para games, dependendo do que se deseje rodar no mesmo, seja cara.
O PC gamer, apesar dos apesares, ainda faz parte de um grupo enorme. Tanto é que a versão para PC de Call of Duty: Black Ops foi baixada ilegalmente mais de 4,27 milhões de vezes em 2010. Este fato, ao mesmo tempo em que mostra o tamanho da “comunidade” de PC gamers, apresenta também o grande motivador de tanto medo por parte de desenvolvedores e publishers.
Uma mudança de conceitos também seria bem vinda ao “cenário gamer” atual. É necessário que se enxergue um game como uma obra que possui um valor que vai além do meio físico no qual ela está contida, principalmente, e também é preciso que as pessoas parem de justificar o injustificável. Um game é um produto. Um bem. Um produto como outro qualquer. Como um notebook, por exemplo. Podemos citar bens mais caros ou mais baratos, mas um game não deixa de ser um produto. Sendo assim, qualquer tentativa de obtê-lo por outro meio que não o “normal”, é errado. Nem mesmo a justificativa de que os DRM’s estão se tornando cada vez mais abusivos é justa, em minha opinião.
Se eu não tenho dinheiro para comprar um Home Theather, não vou comprá-lo. O mesmo se aplica a qualquer game. De minha parte, também estou animado com o futuro dos games para PC. E você?
(Via: ComputerAndVideoGames)
Leia maisValve talvez comece a caminhar em direção ao Playstation 3

Segundo o que se pode deduzir das palavras de Chet Faliszek, desenvolvedor de Left 4 Dead 2, é possível que a Valve comece a olhar com mais carinho para o console da Sony, e a desenvolver títulos para ele. “Antes de fazermos qualquer coisa no PS3, temos de ser capazes de oferecer suporte a ele da maneira correta“, disse Faliszek.
A Valve não é muito bem vista pelos fãs/donos de um Playstation 3, devido a algumas declarações do fundador e diretor da Valve, Gabe Newell, o qual disse, dentre outras coisas, que o Playstation 3 é um total disastre. Mas isto foi a 3 anos atrás, e opiniões e tecnologias podem mudar constantemente. Isto sem falar no fator “mercado”, que talvez esteja por trás desta possível aproximação da Valve com o console da Sony.
Bom, vamos esperar para ver. Eu acredito que independentemente do console que uma pessoa possua, ela deveria ter acesso a todos os jogos que desejasse. Um universo gamer “multi-plataforma” seria bem mais justo e sensato. Mas creio que isto é querer demais, não?
(Via: Eurogamer)
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