(Playing now) Alpha Protocol – Finalizado e mundo salvo

Publicado por em Aug 11, 2011 em PC, Playing now | 2 comentários

É óbvio que o enredo de Alpha Protocol contém diversos clichês. É muito difícil, principalmente hoje em dia, com tantas novas franquias sendo criadas, vermos algo realmente novo. Entretanto, a maneira como a narrativa é conduzida em um jogo faz grande diferença. E foi o que ocorreu com este título. Finalizei Alpha Protocol com enorme tristeza. Não porque não tenha gostado da experiência, e sim pelo contrário. Foi algo muito bacana. O jogo me proporcionou bons momentos.

E se no meio do jogo uma de minhas escolhas resultou na morte de, talvez, dezenas de inocentes e salvou apenas um, no final do jogo pude fazer o inverso. Matei muito inimigos e supostos amigos, no final do jogo. Me arrependo, também, de ter poupado um certo membro da Halbech Corporation. A opção “Execute” estava ali, à minha disposição, e tenho certeza de que toda as sujeiras levadas a cabo pelo sujeito e sua organização seriam expostas, de qualquer forma. Entretanto, achei que alguém deveria permanecer vivo, entre aqueles que, de certa forma, traíram Michael Thorton.

O enredo de Alpha Protocol é até bem profundo, e devido às consequências de nossos atos, podemos vez ou outra até mesmo levar uma bronca de algum colega. Triste para mim, porém, foi o que uma de minhas escolhas finais causou, apesar de através dela ter livrado o mundo de uma guerra de proporções gigantescas. Alguém muito caro a Thorton morreu.

Bom, é claro que a Halbech estava por trás de tudo desde o início, e também é claro que este é um jogo que pode fornecer experiências diferentes dependendo da maneira como jogamos. Dependendo das opções que escolhemos durante cada diálogo. Alpha Protocol fornece ao jogador um verdadeiro sistema de informações que lhe permitirá conhecer determinadas pessoas de forma superficial ou um pouco mais profunda. Entretanto, existe um certo “jogo de desinformação” presente no título que pode, muitas vezes, resultar em grandes surpresas.

Ao final do jogo, meu Michael Thorton estava até que bem evoluído, com armas e upgrades bacanas, upgrades físicos mais do que suficientes para derrotar alguns chefões do crime organizado no “mano a mano”, e quando os créditos começaram a subir, o que senti foi vontade de jogar novamente. Este ótimo título da Obsidian Entertainment não poupa o jogador. Aja errado e receba o que merece, e por aí vai.

Antes da missão final, também, pude escolher pessoas que iriam me ajudar. Tais pessoas, é claro, se tornaram meus aliados devido ao meu relacionamento com as mesmas, relacionamento este que, muitas vezes, se resumiu a poupar a vida de um criminoso. Claro: pensando bem lá adiante.

Confesso que a experiência como um todo foi extremamente agradável, e este é um jogo que recomendo a quem aprecia um bom título de tiro com perspectiva em terceira pessoa contendo elementos de um RPG e que fornece ao jogador a possibilidade de matar e andar silenciosamente. Belo trabalho, Obsidian.

Abaixo seguem mais algumas screenshots de Alpha Protocol:

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(Playing now) Alpha Protocol – espionagem, venturas e desventuras

Publicado por em Aug 8, 2011 em PC, Playing now | 4 comentários

Alpha Protocol é um jogo interessantíssimo. A Obsidian Entertainment conseguiu desenvolver um jogo que mistura ação, espionagem, RPG, muitos momentos stealth e diversos outros “micro elementos”, digamos, de forma muito bacana e coesa. Logo durante os primeiros dias de gameplay passei por uma situação tragicômica, digamos. Em uma missão em uma estação de trem em Moscow pude atestar a maneira fantástica como o sistema de diálogos funciona no jogo, realmente guiando o gameplay conforme as escolhas do jogador, sem dó alguma.

Após um tiroteio frenético com um grupo de mercenários, sua líder, uma alemã conhecida como SIE, aparece para tomar satisfações. Havíamos combinado previamente uma espécie de acordo de paz, onde seus homens me deixariam em paz e eu faria o mesmo (sim, havia outra facção no conflito). Ocorre que, durante o tiroteio, sem querer, acabei matando alguns dos homens do grupo da SIE. Ao conversar com ela, pela primeira vez, fui por uma linha mais “dura”, digamos, e o resultado foi um embate ferrenho que resultou em minha morte.

Ocorre também que, após morrer, recebi uma segunda chance e o jogo foi retomado exatamente do ponto onde meu diálogo com SIE começava. A partir daí, então, resolvi partir para o lado amigável e dar abertura para negociação. Resultado: ganhei uma aliada e não tive de gastar uma bala. É fantástico o modo como pode-se “conversar”, em Alpha Protocol. Ao invés de frases temos em tela opções que representam opções, idéias, conceitos, sentimentos, etc. “Persuadir”, “Ameaçar”, “Eliminar”, “Brincar”, “Aceitar”, etc. Isto tudo e muito mais é usado em um complexo sistema que fornece ao protagonista, Michael Thorton, enormes possibilidades no momento de lidar com inimigos ou amigos.

Relacionamentos podem ser rapidamente degradados após uma simples escolha incorreta. Da mesma forma, uma escolha certa também pode provocar mudanças drásticas e benéficas em possíveis aliados. Isto é válido até mesmo para aqueles agentes com os quais Thorton se comunica frequentemente, como Mina Tang, por exemplo. Os diálogos em Alpha Protocol são tão importantes durante o gameplay, é tão importante que você entenda tudo o que está ocorrendo, que até mesmo e-mails você receberá, lerá e responderá.

E-mails passíveis de resposta também contam com a “roda de diálogos”, e sua resposta a tais e-mails pode também influenciar o gameplay de diversas maneiras. Ontem recebi um dinheiro extra simplesmente por responder a um e-mail interceptado. Me passei pela tal pessoa e solicitei o envio do montante. Pude, então, receber o dinheiro e utilizá-lo na Clearinghouse (espécie de mercado negro), para upgrades em armamentos, etc.

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(Playing now) Alpha Protocol – um RPG onde “falar direito” é essencial

Publicado por em Jul 29, 2011 em PC, Playing now | 4 comentários

Estou jogando Alpha Protocol há alguns dias (no PC) e confesso que o game tem me proporcionado bons momentos. Aliás, “andava” atrás do título há tempos. Desenvolvido pela Obsidian Entertainment (Neverwinter Nights 2, Fallout: New Vegas, Dungeon Siege III, etc), o jogo começou a ser “discutido”, digamos, lá pelos idos de 2006. Lançado em meados de 2010, o título da Obisian é um RPG com fortes “doses” de espionagem e jogabilidade stealth. Seu próprio enredo é repleto de elementos pertencentes ao mundo da espionagem. Trata-se de um jogo que tem lá suas falhas, mas que também não é de todo ruim.

No papel de Michael Torton, o jogador terá de viver o papel de um espião que terá momentos bem difíceis pela frente, e nem todos estão relacionados a lutas, tiroteios, etc. Alpha Protocol conta com alguns puzzles, digamos, muito interessantes que porém podem fazer com que o jogador perca bons minutos, pelo menos no início do gameplay. Existem computadores para serem “hackeados”, fechaduras para serem abertas, alarmes para serem desativados, e mais uma série de situações que são apresentadas ao jogador através de mini games bem desafiadores. Por exemplo, para hackear um computador é preciso identificar dois grupos de números e letras em um enorme emaranhado que não pára de se movimentar. Os grupos que devem ser encontrados se encontram parados, mas a movimentação justamente do que não interessa ao jogador acaba causando a dificuldade e a confusão.

Além disso, o protocolo de segurança muda automaticamente depois de alguns segundos, e os grupos de caracteres que devem ser encontrados são então posicionados em outros locais. Já para desativar alarmes e outros dispositivos, por exemplo, são apresentados puzzles no estilo “encontre o caminho”, digamos.  Um emaranhado de possíveis caminhos é apresentado ao gamer e ele deve, então, destrinchar tudo e idenficar qual o correto “ponto de saída” do “fluxo azul”. Alpha Protocol também apresenta dificuldades durante o gameplay que podem ser melhoradas através de aprimoramentos nas habilidades do personagem.

No início você será, realmente, um inapto total com qualquer arma. Será muito difícil, realmente, matar alguém, e é necessário ir utilizando os pontos ganhos nas habilidades certas para que a vida do jogador se torne mais fácil. Cada arma também pode ser personalizada. Você pode incluir silenciadores, miras especiais, etc. No título da Obsidian, você ganha XP, por exemplo, ao eliminar inimigos, completar objetivos e até mesmo se evadir com sucesso.

O relacionamento de Torton com os diversos personagens do game também é algo muito interessante. Os diálogos são gerenciados de uma forma semelhante à de Mass Effect. Porém, existe uma grande diferença. Você tem pouco tempo para responder e você não escolhe as respostas. Você escolhe apenas atitudes. “Agressivo”, “Profissional”, “Casual”, etc. Você pode encerrar a conversa, pedir mais detalhes, solicitar conselhos, etc. Mas não é algo objetivo. É algo totalmente diferente.

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Corra antes que bloqueiem novamente: Alpha Protocol em promoção no Steam

Publicado por em Jul 11, 2011 em distribuição digital, Notícias, PC | 4 comentários

Alpha Protocol, jogo desenvolvido pela Obsidian Entertainment (responsável pelo desenvolvimento de Fallout: New Vegas, dentre outros) e distribuído pela Sega, é um título que me chama a atenção há algum tempo. Muita gente já falou mal do jogo, diversos reviews negativos foram publicados, etc. Enfim: tudo aquilo que já conhecemos em relação à enorme diversidade de opiniões que permeia a indústria e a imprensa gamer. De qualquer forma, o jogo sempre me deixou curioso.

Sua mistura de RPG e ação parece ser muito interessante, e os diálogos “in-game” influenciam nos acontecimentos. Lançado no início de 2010, para PC, Xbox 360 e Playstation 3, Alpha Protocol conta com um sistema de conversação bem interessante, o qual é, de certa forma, subjetivo. Isto acaba se refletindo em algo que, de certa forma, cria um sistema de moralidade também interessante dentro do jogo. O gamer escolherá opções e não frases e/ou palavras.

Infelizmente, o jogo estava bloqueado no Steam há até alguns dias atrás, e foi vendido durante um dos dias do “Acampamento de Verão (“Steam Summer Camp Sale”) com um desconto bem mais tentador. De qualquer forma, ele agora está desbloqueado e sendo vendido por US$ 13,39. Se você estiver a fim do jogo, dê uma olhada, antes que as promoções se encerrem e/ou antes que, de repente, bloqueiem o game novamente.

[Atualizado] Bloquearam novamente, pessoal. :(

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Jogos free-to-play como parte de um movimento benéfico à indústria e aos gamers

Publicado por em Jul 6, 2011 em Artigos, Jogos gratuitos, MMOs, PC | 8 comentários

Ultimamente, muito se fala nos jogos free-to-play. Jogos disponibilizados gratuitamente, cuja rentabilização ocorre de diversas maneiras diferentes, além do simples BTP (buy-to-play, ou compre para jogar). Até mesmo desenvolvedoras e/ou publishers de jogos P2P (pay-to-play, ou pague para jogar) devem estar preocupadas com a enorme onda do F2P. A Valve deu um dos passos mais significativos nesta área, ao transformar Team Fortress 2 em um jogo gratuito. Aliás, a dona do Steam começou sua movimentação na área um pouco antes de TF2 se transformar em um F2P.

Exemplos de games free-to-play, de diversos gêneros e níveis de gratuitade, não faltam. Até a Microsoft já foi mencionada. Dawn of Fantasy (um MMORTS), Faxion Online, Dreamlords: Resurrection (outro MMORTS), Battlestar Galactica Online, World of Tanks, Blacklight Retribution, Rusty Hearts e RaiderZ, Age of Conan, Lord of the Rings Online,  etc: todos exemplos recentes de mudanças nos modos de pensamento e negociação de desenvolvedoras e distribuidoras que enxergaram um modelo de negócios que pode muito bem substituir a cobrança de mensalidade e/ou a cobrança pelo jogo, e tornar os títulos mais atrativos e rentáveis.

É claro que a maioria dos exemplos de games free-to-play que encontramos atualmente pertencem ao “nicho” dos MMO’s e similares. Isto não impede, entretanto, que a indústria passe também por uma reformulação, e passemos a pagar por benefícios e/ou serviços adicionais ao invés de pagar pelo produto em si, independentemente do gênero do jogo. Claro: este é um processo para médio-longo prazo. O site Gamesindustry menciona, aliás, a lentidão dos consoles em adotar o F2P em relação a plataformas móveis ou o PC. A popularidade e a lucratividade do modelo também são citadas pelo site.

O Gamesindustry também menciona a Hi-Rez Studios, desenvolvedora do MMO Global Agenda, a qual realizou a transição do falido modelo BTP para o F2P através de uma parceria com a Valve. O co-fundador da Hi-Rez Studios, Todd Harris, ainda dá uma alfinetada nas fabricantes de consoles, de certa forma: “Uma plataforma que permite que o desenvolvedor atualize o game com frequência continuará a vercer“, diz Harris. E não é justamente isto o que temos no Steam, dentre outras coisas?

Ele também cita o problema dos consoles em relação a este mesmo assunto: impossibilidade de atualizações frequentes, ausência de modelos de negócio alternativos, etc. Isto sem contar com o fato de que o foco da Hi-Rez, ainda segundo seu co-fundador, é o PC, portanto, olha aí mais um ponto para o PC enquanto plataforma para jogos. Não é de hoje que eu digo que o PC jamais morrerá como plataforma de games, e esta idéia cada vez mais se fortalece. O PC cresce cada vez mais, neste sentido.

Atualmente, Global Agenda está em 25º lugar na lista “Top games by current player count” no Steam. Logo abaixo de Champions Online, da Cryptic Studios. O Gamesindustry também menciona o grande sucesso de Global  Agenda como um free-to-play, o que mostra também que nada acontece por acaso.

Certamente muita gente está adquirindo ítens “in-game”. Muita gente, aliás, de forma totalmente descontrolada. Gastando dezenas, centenas de dólares. E não só em Global Agenda, é claro. Muitos itens, mesmo os cosméticos, são extremamente atrativos, dependendo do perfil do jogador, o que acaba fazendo com que as desenvolvedoras trabalhem continuamente para lançar novidades em suas lojas, o que por outro lado demanda constante cuidado com o próprio jogo em si. Pois de nada adianta um jogo online oferecer itens maravilhosos se o mesmo está repleto de bugs e falhas as mais diversas.

Temos aqui, portanto, um modelo de negócios que além de oferecer aos jogadores os tais itens dentro do jogo, disponíveis para compra, também oferece atualizações constantes e também gratuitas, como o próprio jogo em si, para que o próprio modelo de rentabilização escolhido se mantenha firme e saudável.

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