Você quer jogar um “Mass Effect MMO”?
Eu não quero. Aliás, demorei um certo tempo até escrever este artigo pois tive de “tentar repensar” algumas coisas dentro de mim, e no final deste processo, saí exatamente igual. Não quero ver no mercado um “Mass Effect MMO”, ou um “MMO Mass Effect”, ou seja lá o que quer que possam vir a fazer com a série Mass Effect de forma tal a criar um “Massively Multiplayer Online” game em cima deste universo tão fantástico.
Não vou negar que gosto de alguns MMO’s e similares no mercado, nem tampouco que Rift meio que me fascina. Mas acho que existem casos e casos, e talvez aqui esteja falando o “gamer solitário” que existe dentro de mim, e nada mais. Há alguns dias atrás, Casey Hudson, da BioWare, comentou a respeito da possibilidade de multiplayer e/ou MMO em Mass Effect. A mim, a hipótese de entrar na pele do Shepard, por exemplo, e combater outros jogadores reais “envergando outras espécies”, por exemplo, soa no mínimo estranha.
Espero que Hudson não encontre nenhuma maneira de introduzir este tipo de coisa em Mass Effect de uma maneira tal que faça sentido aos fãs da série. Espero, aliás, que os fãs da série se manifestem contra esta idéia (mas isto já é exigir demais, creio eu – muita gente adoraria tal coisa, eu sei). Não acho que a existência da franquia como ela é seja uma boa premissa para a criação de um MMO em cima da mesma. Mass Effect é uma experiência solitária. Deve ser.

Já imaginou viver em um universo virtual onde Shepard, Garrus, Saren, Liara, e tantos outros personagens memoráveis de Mass Effect sejam apenas vilões ou heróis do passado, enquanto você nada mais faz do que vaguear pela Citadel ou por Omega em busca de quests e mais quests, se esquecendo, talvez, de que o que originou tudo aquilo foi uma saga fantástica e profunda, que proporcionou horas e horas de dificuldades, imersão, prazer, alegrias e tristezas a muita gente?
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Ontem escrevi um pouco a respeito de Mass Effect 2. Comentei a respeito dos DLC’s “Kasumi – Stolen Memory”, “Overlord” e do magnífico “Lair of the Shadow Broker”, também. Ontem à noite mesmo, aliás, finalizei este maravilhoso jogo. A impressão que tal finalização me causou foi tão grande que sonhei com o game. Um sonho meio que “em meio a brumas”: tudo o que eu distinguia era a Normandy, um Mass Relay e um planeta ao longe. Era como se eu estivesse flutuando no espaço e observando a tudo isto.

A noite de ontem foi magnífica e ao mesmo tempo terrível. Magnífica pois finalizei um game pertencente a uma das séries pela qual sou mais apaixonado, e terrível pois agora estou na espera de Mass Effect 3. Vale ressaltar que joguei Mass Effect 2 aos poucos. Bem cuidadosamente e apreciando cada detalhe. Concluí todas as missões: principais e paralelas. Explorei muito. Fucei. Andei. Conversei com os mais variados personagens. Discuti. Lutei. Amei. Corri. E apesar de ter apreciado bastante o antigo veículo Mako, presente no primeiro Mass Effect, não escondo de ninguém minha predileção pelo novíssimo Hammerhead, introduzido na saga através do DLC Firewalker, vale ressaltar.
Concluí, também, todas as 5 missões que faziam uso do Hammerhead, e curti bastante dirigir a nova “máquina flutuante”. Enfim, fiz de Mass Effect 2 uma saga particular de quase um ano. E de forma proposital, pois eu queria experimentar o jogo em doses suaves porém marcantes. “Digerir” cada nova sensação. Experimentar cada nova descoberta. Fiz de Mass Effect 2 “o meu game de 2010″, enquanto jogava outros títulos, tanto no PC quanto no Xbox 360. E querem saber? Acredito que fiz a escolha correta. Pelo menos para o meu padrão de jogador, é claro.

Acredito que a série Mass Effect contenha elementos mais do que suficientes para render um fantástico filme, assim que a trilogia for finalizada. É claro que este encargo deverá ser entregue a mãos muitíssimo competentes, e o resultado, se de acordo, poderá até mesmo rivalizar com Star Wars. Basta darmos uma olhada no game, em seu enredo, em seu Codex, em todo o material adicional que já foi lançado para o mesmo, para percebermos que a série é um verdadeiro “prato cheio” para Hollywood. É claro que digo isto com um certo medo, mas adoraria assistir a um (bom) filme de Mass Effect nos cinemas. Ou melhor, a uma trilogia, como foi feito com “O Senhor dos Anéis”, de J.R.R. Tolkien.
Hoje é um daqueles dias em que não consigo parar de pensar na experiência de ontem à noite. Encarar a passagem pelo Omega 4 Relay, com todos os possíveis riscos que isto poderia trazer à Normandy e à tripulação, foi algo bem tenso. Após a passagem, o que se vê é de deixar qualquer um de queixo caído. Os conflitos que acontecem daí em diante, tanto entre a equipe quanto contra os Collectors, são de arrepiar.
E as escolhas? Cá estou eu novamente mencionando a enorme gama de escolhas que se pode fazer em Mass Effect 2. E no primeiro também, é claro. Confesso que uma de minhas escolhas na última missão me deixou um pouco preocupado. Não que eu tenha feito algo errado, não se trata disso. Quer dizer, pelo menos a princípio. Ocorre que, em determinado, momento optei por deixar “alguém” me influenciar em uma determinada escolha, e isto, logo após apertar o botão, me causou enorme preocupação. Todos sabemos que Mass Effect é uma série que que permite o transporte de seu personagem de uma sequência para a outra.
Leia maisMass Effect 2: primeiras impressões sobre um game muito imersivo

Gostaria de avisar que, devido à natureza deste artigo, ele pode conter alguns “possíveis” spoilers. Portanto, se você ainda não jogou, tem intenção de jogar, ou ainda está no comecinho de Mass Effect 2, se desejar, pode parar de ler por aqui. Mas, como eu sempre digo, a casa é sua: pode continuar lendo, se desejar. Sua presença é sempre muito bem vinda.
Mass Effect 2 – Um game extremamente imersivo
Como pode um game causar tanto espanto? Como pode um “simples” jogo fazer com que esqueçamos do tempo, e “percamos” horas e horas em frente à TV, sempre querendo saber mais, explorar mais, melhorar mais enquanto no game? É isto tudo, e muito mais, o que está acontecendo comigo atualmente, quando coloco o disco 1 do maravilhoso “Mass Effect 2″ na bandeja de meu Xbox 360.

Não é algo relacionado somente com os gráficos, os quais, diga-se de passagem, são belíssimos, esteja a opção “Film Grain” ativa ou não. É muito mais do que isto. É a experiência que o jogo proporciona, que faz o gamer não largar esta obra prima da BioWare. É a sensação de liberdade, de poder tomar decisões que afetarão seu desempenho no game negativa ou positivamente, dependendo de quais forem elas. É o enredo do jogo que é muito bem estruturado. E, aliás, Mass Effect 2 é muito mais, digamos, complexo do que seu antecessor.
Um game com uma enorme carga dramática
Desde quando joguei Mass Effect 1 isto foi algo que me impressionou. Existe uma enorme dose de drama no game. Os personagens não são se comportam simplesmente como meros “bonecos” sem vida modelados no computador. A interatividade equipe-comandante (você), equipe-inimigos e você/equipe-inimigos é muito grande. Existem momentos em que suas ordens chegam a ser questionadas, e você realmente pára pra pensar se está realmente tomando a decisão correta.
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