Agora você já pode trocar seus jogos no Steam, mas com ressalvas
Que o Steam, pelo menos atualmente, é o maior distribuidor digital de games, todos nós sabemos. Sabemos também de sua “mania” de nos deixar sem dinheiro, e também a respeito de suas vantagens em relação a outros serviços similares. Bom, a Valve lançou um sistema, o qual ainda está em beta, chamado Steam Trading. Trata-se de um sistema para troca de jogos e itens “in-game”. Algo que possui algumas (poucas) similaridades com o que o GreenManGaming faz.
Ocorre que o Steam Trading, pelo menos durante o seu período beta, possui algumas limitações (aliás, nem sei se estas limitações serão removidas algum dia). Podemos trocar jogos, é claro, mas apenas itens de Team Fortress 2 e jogos que tenham sido recebidos como gifts e não tenham, é claro, sido ativados. Isto vale tanto para games que você recebeu como presente quanto para games que comprou como gifts. Cópias extras recebidas em promoções de pré-vendas, por exemplo, também valem.
Uma nova opção foi adicionada ao checkout, no Steam. Trata-se da “Store the gift in my inventory to send later”. Assim, o game permanece armazenado com você, porém não é ativado e pode ser trocado ou enviado como presente quando você bem desejar. Infelizmente, porém, não existe, pelo menos por enquanto, a possibilidade de vendermos games “usados”, jogos que já tenham sido ativados em nossas contas. Acabou de finalizar o tower defense Sanctum, por exemplo, e deseja trocá-lo com um amigo por outro game? Impossível.
As “negociações”, digamos, podem ser realizadas através do próprio chat do Steam, e para ativar algum item que você recebeu durante as mesmas, basta ir até seu “Steam Inventory” e utilizar a opção “Unpack gift”. O jogo será então adicionado à sua coleção. Vale lembrar que o Steam Trading ainda está em fase beta, e você deve informar que deseja participar do sistema. Para isto, acesse seu cliente Steam e vá em “Steam ==> Settings”. Logo em seguida, localize o grupo de opções “Beta participation” e clique no botão “Change”. No menu dropdown que é então exibido, selecione a opção “Steam Trade Update” e clique em OK.

O Steam será então reiniciado e atualizado, e seu inventário estará disponível através da opção “Community”, tanto dentro do próprio cliente quanto através do próprio site do Steam. Achei muito bacana esta nova funcionalidade do Steam. É uma pena que não possamos trocar nossos games “usados”. De qualquer forma, não gosto de me desfazer dos jogos que compro, portanto, isto não me afeta tanto.
Mas aposto que muita gente gostaria de tal possibilidade. Tal possibilidade, entretanto, deve esbarrar em diversos problemas, principalmente em relação às publishers e/ou desenvolvedoras. É, mais uma vez o Steam lança algo bacana. Muita gente deve estar comprando muita coisa em TF2, e agora com o Steam Trading, muitos negócios serão realizados. E aposto que esta novidade deverá ser brevemente expandida para outros games.
Leia maisJohn Riccitiello confirma que o Origin não venderá somente jogos da EA
Finalmente alguns mistérios começam a ser desvendados em relação à EA, ao Steam e ao Origin. Em relação à tal “guerra” entre o Steam e a EA, que seja. Talvez agora tenhamos mais dicas a respeito do porquê de Crysis 2 ter sumido do Steam, além de Dragon Age 2. John Riccitiello, CEO da Electronic Arts, disse, dentre outras coisas, que o Origin venderá conteúdo de terceiros, e não somente games da EA.
Ok, existe aquela questão relacionada ao fato dos DLC’s vendidos dentro dos próprios games talvez ir de encontro à algumas regras do Steam, mas com a confirmação de que o Origin será um concorrente do serviço de distribuição digital de games da Valve, é óbvio que este é “o”, senão “um dos” motivos para as remoções. A Valve, aliás, permanece sem se pronunciar, o que é realmente estranho. O Steam é o maior concorrente do Origin, serviço que ainda está engatinhando, e a EA resolveu, portanto, dar início a uma “guerrinha” com o serviço da empresa de Gabe Newell.
Chego a supor até que este pode ser apenas o início, e que todos os jogos da Electronic Arts sejam removidos do Steam, enquanto, talvez, permaneçam à disposição em outros canais. Outras lojas que não sejam tão significativas quanto a da Valve. Tudo isto, é claro, está incluso nos 3 ítens que Riccitiello “sugeriu” a outras publishers, para crescimento nos negócios: “lançamentos regulares baseados em suas IP’s mais fortes, transformar o próprio negócio em uma plataforma com a ajuda de serviços como o Origin, e manter e fomentar o talento“. Se por um lado a ação da EA ajuda a reforçar a idéia de que a distribuição digital cada vez mais se torna poderosa, por outro também deixa bem claro que para as grandes publishers o jogador tem pouca ou nenhuma importância quando se trata de “dinheiro no caixa”. Não importa se eu ou você preferimos ter liberdade de escolha no tocante ao local onde compraremos nossos jogos.
Concorrência é saudável em qualquer área, e a EA deveria permitir que o Steam continuasse a vender Crysis 2 e Dragon Age 2, pois grande parte dos PC gamers optam pela plataforma da Valve, a qual é, certamente, a mais robusta quando se trata de jogos para PC. Se alguma cláusula contratual do Steam vai de encontro a algo que a EA deseja, por exemplo, por que não tentar entrar em um acordo? Por que muitas empresas sempre optam pelo caminho mais doloroso?
Tanto Dragon Age II quanto Crysis 2 continuam sendo vendidos em outros canais, como por exemplo o Direct2Drive, o Gamesplanet, o Impulse, o GamersGate UK, etc. Não seria melhor, portanto, a realização de um acordo, o qual beneficiaria tanto os jogadores, que continuariam tendo mais uma opção de escolha, quanto a própria EA? Pois ninguém pode sequer imaginar, atualmente, um serviço de venda de games via download como o Steam e seu enorme alcance, suas funcionalidades e seu renome.
Leia maisFindo o bombardeio promovido pelo Steam, saem os gamers de seus abrigos?
Finalmente terminou o Steam Summer Camp Sale. Foram 11 dias durante os quais muitas coisas que discutimos aqui mesmo no XboxPlus se concretizaram. O Steam, como sempre, descarregou sobre nós uma carga massiva de jogos, e mais uma vez muitos de nós fomos expostos a títulos e/ou promoções muitas vezes danosas a nossos bolsos e mentes. Filas de games para serem jogados aumentaram ainda mais, compras desnecessárias, quem sabe, foram realizadas, e ao final de tudo o site de distribuição digital da Valve volta a ser o que era antes.
É engraçado, e notável, realmente, como o Steam consegue nos fazer gastar. Outros serviços, como o Direct2Drive, por exemplo, tentam realizar promoções semelhantes, mas falta algo. Falta algo que “arranque” o nosso dinheiro mesmo contra a nossa vontade, muitas vezes. É preciso muita força de vontade para resistir a certos itens, situações, combinações e preços que apareceram nestes 11 longos dias de “promoções gamers” no Steam. Muitos jogadores compraram por pura compulsão, e eu mesmo me vi checando o site diariamente à espera de títulos que já tinha por certo serem destinados à minha fila.
O que faz com que sintamos tamanha vontade de comprar? Estaria a Valve, o Steam e sua maneira de trabalho criando um novo tipo de vício (ou alguma variante), o qual devido à agilidade da entrega e ao altíssimo “fator barganha” faz com que o viciado se sinta cada vez mais tentado a comprar, mesmo que já esteja com seus bolsos cheios?
Eu fico tentando imaginar qual foi o faturamento do Steam durante o “Steam Summer Camp Sale”. Pouco não foi, com certeza. E, mais uma vez, aprendemos algo que a distribuição digital, em especial o serviço da Valve, nos mostra com poucas palavras há tempos: vale a pena esperar. Portal 2, o triste Duke Nukem Forever, Red Faction: Armageddon, Terraria e inúmeros outros títulos recentes “apareceram” durante o acampamento de verão, com descontos muito bons.
Muitas vezes necessidades as mais diversas fazem com que um jogador obtenha e/ou tenha de comprar um jogo antecipadamente, como é o meu caso. Foi o caso, por exemplo, de Duke Nukem Forever, o qual recebi para review. Entretanto, não deixo de perceber o quão benfazeja pode ser a espera, neste caso. Digo isto com meu lado racional, digamos. Pois o lado gamer, o lado impulsivo, o lado que adora um lançamento, este é uma fera quase indomável. Parece que a interatividade e a imersão imbuídas nos jogos eletrônicos vão além do “simples” ato de jogar, e nos transformam em NPC’s controlados sabe-se lá por qual máquina distante e com certeza alheia às nossas necessidades.
É óbvio que todos adoramos estas promoções. Ninguém pode negar este fato. O que creio cada vez mais, porém, é que estratégia nestes momentos é essencial. Usei uma estratégia sugerida por um dos leitores do XboxPlus, e esta me ajudou bastante, aliás. Fui adicionando em minha wishlist alguns jogos pelos quais possuía interesse e a partir dela, então, observava diariamente os preços e suas oscilações. Foi assim que consegui, por exemplo, Twin Sector de US$ 4,99 por US$ 1,70, Dreamkiller de US$ 29,99 por US$ 7,49, “Penny Arcade Adventures: Precipice of Darkness Combo Pack” de US$ 11,99 por meros US$ 1,80, etc. Não são games “top”, digamos, mas este é um mero exemplo de como podemos gastar menos.
Cada vez mais percebo que o próprio Steam, em si, requer muita cautela e estratégia por parte do cliente. Me arrependo, aliás, amargamente, de ter comprado Frontlines: Fuel of War por seu preço full sendo que poucos dias antes do acampamento de verão ele entrou nos “daily deals” por um preço muito camarada. Não me arrependo de ter comprado o game, claro, pois ele aparenta ser fenomenal. Me arrependo de não ter aguardado.
Mas aí entra, também, outro fator. O outro lado da questão, melhor dizendo. Uma promoção não aproveitada agora pode também resultar em frustração e, de certa forma, sabe-se lá quando o mesmo game vai ser vendido por aquele mesmo super preço. Me parece que com o advento da distribuição digital, estejamos falando de consoles ou PC, o risco de nos vermos em maus lençóis devido a gastos excessivos aumentou bastante. Quando comparamos nossa vida de gamer antes e depois das compras via download notamos claramente o “estrago”. Financeiro e psicológico, pois acabamos não jogando por falta de tempo e ao mesmo tempo nos sentindo mal por não aproveitar algo pelo qual pagamos.
Leia maisJogos free-to-play como parte de um movimento benéfico à indústria e aos gamers
Ultimamente, muito se fala nos jogos free-to-play. Jogos disponibilizados gratuitamente, cuja rentabilização ocorre de diversas maneiras diferentes, além do simples BTP (buy-to-play, ou compre para jogar). Até mesmo desenvolvedoras e/ou publishers de jogos P2P (pay-to-play, ou pague para jogar) devem estar preocupadas com a enorme onda do F2P. A Valve deu um dos passos mais significativos nesta área, ao transformar Team Fortress 2 em um jogo gratuito. Aliás, a dona do Steam começou sua movimentação na área um pouco antes de TF2 se transformar em um F2P.
Exemplos de games free-to-play, de diversos gêneros e níveis de gratuitade, não faltam. Até a Microsoft já foi mencionada. Dawn of Fantasy (um MMORTS), Faxion Online, Dreamlords: Resurrection (outro MMORTS), Battlestar Galactica Online, World of Tanks, Blacklight Retribution, Rusty Hearts e RaiderZ, Age of Conan, Lord of the Rings Online, etc: todos exemplos recentes de mudanças nos modos de pensamento e negociação de desenvolvedoras e distribuidoras que enxergaram um modelo de negócios que pode muito bem substituir a cobrança de mensalidade e/ou a cobrança pelo jogo, e tornar os títulos mais atrativos e rentáveis.
É claro que a maioria dos exemplos de games free-to-play que encontramos atualmente pertencem ao “nicho” dos MMO’s e similares. Isto não impede, entretanto, que a indústria passe também por uma reformulação, e passemos a pagar por benefícios e/ou serviços adicionais ao invés de pagar pelo produto em si, independentemente do gênero do jogo. Claro: este é um processo para médio-longo prazo. O site Gamesindustry menciona, aliás, a lentidão dos consoles em adotar o F2P em relação a plataformas móveis ou o PC. A popularidade e a lucratividade do modelo também são citadas pelo site.
O Gamesindustry também menciona a Hi-Rez Studios, desenvolvedora do MMO Global Agenda, a qual realizou a transição do falido modelo BTP para o F2P através de uma parceria com a Valve. O co-fundador da Hi-Rez Studios, Todd Harris, ainda dá uma alfinetada nas fabricantes de consoles, de certa forma: “Uma plataforma que permite que o desenvolvedor atualize o game com frequência continuará a vercer“, diz Harris. E não é justamente isto o que temos no Steam, dentre outras coisas?
Ele também cita o problema dos consoles em relação a este mesmo assunto: impossibilidade de atualizações frequentes, ausência de modelos de negócio alternativos, etc. Isto sem contar com o fato de que o foco da Hi-Rez, ainda segundo seu co-fundador, é o PC, portanto, olha aí mais um ponto para o PC enquanto plataforma para jogos. Não é de hoje que eu digo que o PC jamais morrerá como plataforma de games, e esta idéia cada vez mais se fortalece. O PC cresce cada vez mais, neste sentido.
Atualmente, Global Agenda está em 25º lugar na lista “Top games by current player count” no Steam. Logo abaixo de Champions Online, da Cryptic Studios. O Gamesindustry também menciona o grande sucesso de Global Agenda como um free-to-play, o que mostra também que nada acontece por acaso.
Certamente muita gente está adquirindo ítens “in-game”. Muita gente, aliás, de forma totalmente descontrolada. Gastando dezenas, centenas de dólares. E não só em Global Agenda, é claro. Muitos itens, mesmo os cosméticos, são extremamente atrativos, dependendo do perfil do jogador, o que acaba fazendo com que as desenvolvedoras trabalhem continuamente para lançar novidades em suas lojas, o que por outro lado demanda constante cuidado com o próprio jogo em si. Pois de nada adianta um jogo online oferecer itens maravilhosos se o mesmo está repleto de bugs e falhas as mais diversas.
Temos aqui, portanto, um modelo de negócios que além de oferecer aos jogadores os tais itens dentro do jogo, disponíveis para compra, também oferece atualizações constantes e também gratuitas, como o próprio jogo em si, para que o próprio modelo de rentabilização escolhido se mantenha firme e saudável.
Leia maisAlguns jogos da Konami também fazem parte do Steam Summer Camp Sale

Alguns games da Konami também estão em promoção no Steam, como parte do Steam Summer Camp Sale. Esse “acampamento de verão” promovido pela Valve está cada vez mais tentador. Diversos jogos estão em oferta. Aliás, dê uma olhada em sua wishlist. Existem coisas não listadas na página principal.
Em relação aos jogos da Konami também em promoção até o dia 10 de Julho de 2011, podemos destacar os seguintes:
- Silent Hill Homecoming: de US$ 39,99 por Us$ 19,99;
- Biozone: de US$ 9,99 por US$ 4,99;
- Rocket Knight: de US$ 14,99 por US$ 7,49 – leia o review;
- Yard Sale Hidden Treasures: Sunnyville: de US$ 4,99 por US$ 2,49;
- Puzzle Chronicles: de US$ 9,99 por US$ 4,99;
- Battle: Los Angeles: de US$ 9,99 por US$ 4,99 – leia o review;
A relação acima conta com alguns bons games. Vale a pena dar uma olhada e conferir como anda o seu bolso. Aliás, vale a pena realizar uma verdadeira “varredura diária” no Steam, até o dia 10 de Julho.























