Jogos para PC – Começou a promoção de verão no Steam, a “Steam Summer Camp Sale”
E aquilo que todos temíamos (ou não) acaba de acontecer. O Steam iniciou sua grande promoção de verão, a “The Steam Summer Camp Sale“, através da qual a Valve irá ganhar nosso suado dinheiro através da venda de ótimos jogos a preços mais do que irresistíveis. O Steam realmente sabe como manter a atenção do jogador, e além das fantásticas promoções, ainda existe uma espécie de jogo, onde os usuários poderão ganhar ítens “in-game” e Achievements especiais. E além disto, ainda existe o “Grand Prize Giveaway”: 100 felizardos ganharão os 10 primeiros games de suas wishlists.
É claro que para ganhar os ítens e os Achievements será necessário realizar determinadas tarefas nos games listados. Isto também é uma maneira de colocar os referidos jogos em destaque, aumentar as vendas (pois nem todos possuem os jogos pertencentes à brincadeira) e criar uma verdadeira máquina de vendas que sem dúvida será “milagrosa”.
Pacotes completos com games de diversas publishers estão à venda com descontos muito tentadores. Além disso, uma rápida olhada na página inicial já nos mostra coisas bem interessantes. Vale lembrar que a lista de jogos em promoção será atualizada a cada 24 horas. Hoje, por exemplo, temos o fantástico Recettear por meros 5 dólares. O recém lançado Operation Flashpoint: Red River está saindo por menos de 30 dólares. O novo Medal of Honor sai por US$ 20,39. Vale a pena.
A GOTY Edition do espetacular The Elder Scrolls IV: Oblivion está custando a bagatela de US$ 6,80. Lead and Gold: Gangs of the Wild West sai por US$ 1,50. Uma verdadeira pechincha. Para quem gosta de simuladores, o “voltado para iniciantes” e também recém lançado Drive A Steam Train está sendo vendido pela metade do preço.
E vale ressaltar que é sempre bom navegar bastante pelo site. Existem diversas ofertas que não constam na página inicial, como por exemplo Fable III, Portal 2 e The Witcher 2 com 33% de desconto, Clones pela metade do preço, etc. O sensacional RPG Mount & Blade: With Fire & Sword pode ser adquirido por 10 dólares, e o indie game Terraria sofreu um abatimento de 25%. Até Call of Duty: Black Ops está em promoção. E olhem que ele é da Activision, hein?
Há muita coisa boa em promoção. Coitados de nossos bolsos. É aquela história: o Steam conhece bem seu poder de alcance, sua influência e sabe como lidar com os jogadores de forma a fazer com que eles o prefiram em detrimento de outros serviços, muitas vezes. Assim sendo, estas promoções enlouquecedoras acabam sendo boas para todos: desenvolvedores, publishers e a própria Valve. Para os gamers também, é claro, salvo os problemas financeiros.
Team Fortress 2 agora é free-to-play (gratuito para sempre)
Ok. “Para sempre” pode parecer um tanto quanto exagerado, mas a suspeita se confirmou. O jogo Team Fortress 2 agora é realmente free-to-play. Gratuito. Gastos com o título daqui para a frente somente através de microtransações, mas o jogo em si, para PC e Mac, é gratuito e pode ser baixado por qualquer pessoa, e jogado à vontade, sem limites. Eu tinha quase certeza de que isto iria acontecer. Já havia um rumor circulando há algum tempo, o Steam lançou a tal da Team Fortress 2 Free Week, o preço do game sumiu, a Valve não divulgou a semana grátis de TF2, lançou diversos outros títulos free-to-play, etc. Tudo estava muito estranho. Mas finalmente a Valve se manifestou e disse que realmente Team Fortress 2 agora é um game free-to-play. Trata-se de um jogo que já recebeu mais de 200 atualizações, desde o seu lançamento, em 2007, e que possui uma comunidade de jogadores gigantesca.
Tudo isto chega junto com o “Über Update”, segundo a Valve, o maior já lançado para TF2 até agora, e a atualização será automática, como sempre. Segundo Robin Walker, da Valve, a idéia de transformar Team Fortress 2 em um título F2P surgiu com o lançamento do update que intruduziu as microtransações no game. Ainda de acordo com Walker, o jogo será mantido daqui em diante somente através da receita obtida através da venda de itens in-game. Os jogadores também não terão de sofrer com nenhum tipo de publicidade ou assinaturas.
Todos os que compraram Team Fortress 2 receberão um chapéu especial (Proof of Purchase) que poderá ser utilizado em qualquer personagem no jogo. Além disso, quem já havia gasto dinheiro dentro do jogo antes do mesmo se tornar F2P, ou mesmo quem comprou o jogo, se transforma automaticamente em detentor de uma conta premium, a qual possui alguns benefícios, como por exemplo acesso a ítens exclusivos, mais espaço para armazenamento no backpack (300 slots ao invés de 50), etc.
Nada mudou muito, em relação ao game em si, a não ser o fato do mesmo agora ser totalmente gratuito. Atitude ao mesmo tempo bacana e esperta, por parte da Valve. Tenho certeza de que o jogo continuará sendo o que é hoje, e a empresa de Gabe Newell continuará lucrando muito com ele. Jogos free-to-play estão cada vez mais mostrando que a compra de ítens in-game é muito tentadora para quem realmente aprecia o jogo e seu universo, e ninguém pode negar que isto, em relação a Team Fortress 2, é um fato comprovado.
Só achei muito pouco o que ofereceram para quem havia comprado o game. Será que no mínimo não merecíamos o valor do jogo como crédito, através da Steam Wallet? De qualquer forma, segue abaixo o trailer anunciando a ida de Team Fortress 2 para o free-to-play:
Leia maisAproveitem: Team Fortress 2 Free Week – Free-to-play também?
Aproveitem, pessoal. O Steam iniciou a Team Fortress 2 Free Week. Basta instalar o jogo e sair jogando, este que é um dos maiores sucessos da Valve, game que já recebeu uma quantidade enorme de updates, e constantemente recebe alguma novidade e/ou algum tipo de interação com outros títulos.

Aliás, seria este o início da ida de Team Fortress 2 para o modelo free-to-play? Este rumor anda circulando já faz algum tempo, a Valve já possui a estrutura pronta para que isto ocorra, e os jogadores adorariam. Será? Não vi nenhum anúncio a respeito da Team Fortress 2 Free Week até agora, nem no próprio site do Steam. Fiquei sabendo disto através de uma dica do leitor Rodrigo Lima. Valeu aí, meu caro.
Pode ser que eu esteja errado, e que após a Team Fortress 2 Free Week o game volte a ser cobrado. Mas tudo é muito estranho. Até mesmo o preço do game sumiu de sua página. Vamos aguardar, e quem não possui Team Fortress 2, corra lá no Steam para baixar.
Leia maisA indústria de games e elementos que podem acabar com nossa diversão
Confesso que há tempos sinto vontade de escrever este artigo, e o ótimo artigo escrito ontem pelo C. Aquino, do Retina Desgastada, meio que me motivou. Fui também motivado pelos recentes acontecimentos envolvendo a EA, o Steam, a Valve, etc. Há algum tempo, já, somos desrespeitados pela “grande indústria de games”. Pelas grandes desenvolvedoras e publishers, que colocam o dinheiro acima de tudo e não possuem a mínima preocupação em pelo menos esconder suas ações escandalosas. Como parte desta triste saga, assistimos à remoção de Crysis 2 do Steam e à EA dizendo logo em seguida que a Valve é a culpada. Estranhamente, até o momento, a Valve não se pronunciou, e algo que o leitor Ivan Carlos disse em um comentário aqui mesmo no XboxPlus, a respeito da maneira de aquisição de DLC’s em Crysis 2, a respeito do fato destas transações serem feitas totalmente dentro do jogo, pode nos dar uma luz a respeito da remoção.
Aliás, o Ivan escreveu um artigo interessantíssimo em seu blog, o Gamepad, o qual tem a ver com este meu artigo, também. O fato é que sinto medo. Recentemente, percebemos que até mesmo uma franquia consagrada e profunda como Mass Effect corre riscos. Nem mesmo jogos imersivos e dotados de um intenso e profundo enredo talvez sejam poupados da ganância das distribuidoras. Durante a E3 2011 vimos o Shepard “sofrer” com comandos de voz via Kinect em Mass Effect 3, o que nada acrescenta ao jogo em si. E, pior: a publisher de Mass Effect é justamente a EA. Será também a série Mass Effect exaurida pela “Síndrome de EA” que o Gamepad mencionou? É triste sequer pensar nisto.
Aliás, o que foi a E3 2011? Wii U e seu “controle-iPad”? Microsoft tentando “empurrar” o Kinect a todo mundo, como se ele fosse a última maravilha do mundo e como se o simples fato de comandar o chefão da Normandy com sua voz fosse algo maravilhoso? Em minha opinião, a Microsoft e a Nintendo não mostraram nada demais na feira. Já quanto à Sony, não acompanhei muito a seu respeito durante a E3, então prefiro não comentar. Muita coisa bacana aconteceu, entretanto, fora da área de atuação destas 3 gigantes. Muita coisa que, talvez, tenha passado despercebida por grande parte do público.
O quase triste mundo dos games
Crysis 2, Crytek, Steam, Valve, EA, Origin, etc: todos “protagonistas” de um triste conto que acaba envolvendo pessoas que, na maioria das vezes, nada mais querem do que comprar seus jogos e serem tratadas como clientes valiosos, e não como simples números em uma base de dados, números estes que posteriormente serão processados e utilizados em estatísticas, sendo mais tarde transformados em lucros absurdos.
Até é possível sentir saudades dos tempos em que jogávamos videogame “desconectados”. Singleplayer total. Nada de Xbox Live, PSN, jogos online, etc. O gamer comprava ou alugava seu jogo, ía para casa e “se matava” até finalizar o título em questão. Nada mais. Produtoras, distribuidoras, etc, se esforçavam para oferecer títulos de qualidade, com conteúdo riquíssimo, e a indústria era movida pela criatividade e pela vontade de fazer um bom trabalho para vender mais, é claro, e não pelas monstruosidades que determinadas gigantes hoje em dia promovem.
O tal do Call of Duty Elite é um absurdo. Quer dizer, o jogador paga pelo jogo, paga a assinatura da Xbox Live ou da PSN, dependendo do caso, e ainda tem de pagar mais alguns trocados caso deseje fazer parte da “turminha legal” no multiplayer? O pior de tudo é que 2 milhões de jogadores já se inscreveram para o beta do serviço. A Activision diz que tudo permanecerá igual para quem não “aderir ao clube”, mas sabemos que com o decorrer do tempo os assinantes do Elite terão mais vantagens, além das iniciais, e até mesmo poderão criar um certo sentimento de desprezo por quem não é “da elite”. O próprio nome do novo serviço é infeliz, pois de certa forma cria uma distinção entre jogadores assinantes e não assinantes que poderá, muitas vezes, acabar em brigas e insultos. O próprio nome em si ajuda a reforçar o caráter nefasto do novo serviço criado pela detentora dos direitos autorais da franquia Call of Duty, pois quem não for da elite pertencerá a qual grupo? À ralé?
“Se você quer continuar a jogar Call of Duty como sempre fez, você ainda será capaz de fazer justamente isso, incluindo a possibilidade de comprar pacotes de mapas ‘ala carte’. Com o Call of Duty Elite, estamos adicionando uma nova opção para aqueles que querem obter ainda mais do game. Mesmo os ‘haters’ podem jogar de graça“, diz a Activision. E foi assim mesmo que eles divulgaram o press release relativo ao Call of Duty Elite. “Even haters can play for free“. Em negrito. Haters. Hate. Ódio. Rancor. Aversão. Um serviço que incita à discórdia já em seu anúncio.
Desrespeito total. Logo de cara afirmam nas entrelinhas que aqueles que não optarem pelo serviço receberão uma esmola. Serão capazes de “jogar de graça algo pelo qual pagaram”. Que insanidade. Quer dizer: o jogador compra o jogo e “pode jogar de graça”. Onde a Activision está com a cabeça? Pensando no meu ou no seu bolso é que não estão pensando, é claro. Já não é de hoje que a empresa de Bobby Kotick é conhecida por sua ganância. Mas agora eles foram longe demais.
O Elite poderá ser um sistema pago dentro de outro sistema pago. Um sistema independente que, quem sabe, será até mesmo capaz de provocar problemas com algumas redes e plataformas. Não no tocante à parte tecnológica, mas no tocante às questões financeiras e contratuais, pois todos sabemos que diversão é uma coisa, e negócios são algo totalmente à parte. Não foi isso que supostamente aconteceu entre EA, Crytek, Valve e Steam? O Elite permitirá que os assinantes, por exemplo, acessem informações à partir de dispositivos iOS e Android, acessem “milhares” de estatísticas, criem leaderboards personalizadas, obtenham informações a respeito de qual armamento é melhor em cada situação, etc, além de uma série de recursos sociais.
Leia maisSegundo a EA, Crysis 2 foi removido do Steam pela Valve

Ontem publiquei a respeito da remoção do jogo Crysis 2 do Steam, e até então pensava-se que a empresa responsável pela remoção fosse a Electronic Arts. Agora parece que tudo mudou, e a EA diz que foi a Valve quem removeu Crysis 2 de seu serviço de distribuição digital de games. De qualquer forma, ainda estou meio inseguro no tocante a afirmar qualquer coisa neste sentido, pois “não senti firmeza” em nenhum dos lados, e a Valve ainda não se manifestou sobre o caso.
Mesmo porque Crysis 2 continua disponível em alguns sites de distribuição digital, incluindo o GamersGate UK. Segundo representantes da EA disseram ao site Kotaku, foram os termos de serviço do Steam que ocasionaram a remoção do game do site. “É lamentável que o Steam tenha removido Crysis 2 de seu serviço. Esta não foi uma decisão da EA ou o resultado de qualquer ação tomada pela EA“, diz um comunicado da publisher.
Pelo que tudo indica, a remoção foi ocasionada por um “choque” entre alguns termos de serviço impostos pelo Steam aos desenvolvedores e um acordo que a Crytek, desenvolvedora do título, possui com outro site de distribuição digital. Segundo se pode perceber, a permanência de Crysis 2 no Steam violaria este tal acordo da desenvolvedora alemã, e ela então deve ter optado pela remoção de seu game do Steam.
É interessante notar que os representantes da EA falam em “novas regras” e também mencionam que muitos dos termos de serviço do Steam não são impostos por outros sites de distribuição digital de jogos. Agora, que site será este que fez com que a Crytek removesse Crysis 2 do maior serviço de distribuição digital de games do mundo? Quais vantagens a desenvolvedora terá ao manter seu game neste outro serviço e não mais no Steam? Ou tudo não passa de uma manobra por parte da EA para tentar aliviar um pouco as coisas? Sendo o Steam o maior concorrente do Origin, é até meio que natural pensarmos nisto.
Muito estranho tudo isto, e eu fico aqui pensando em qual seria o “outro site de distribuição digital”, se é que é o caso. Estranho também a EA falar em “expulsão” e/ou em remoção pela Valve, se pelo que foi dito, podemos depreender que a própria Crytek pode ter removido o jogo do Steam. Bom, o tal “choque” entre os dois termos de serviço pode ter também ocasionado alguma ação por parte da Valve, caso a Crytek tenha se negado a algo. Mas tudo isto está muito estranho. Além disso, por que o primeiro Crysis continua no Steam?
(Via: Kotaku)
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