Little Racers STREET: belo game de corrida por apenas 1 dólar, na Xbox Live

A Microsoft pode ter dificultado as coisas no tocante à exposição dos indie games na Xbox Live, mas isto não impede que bons jogos sejam lançados no canal. Um belo exemplo é Little Racers STREET, da Milkstone Studios. A empresa, aliás, também é responsável pelos ótimos Raventhorne e MotorHEAT, dentre outros títulos.
Little Racers STREET é o mais novo jogo da empresa. Ele foi lançado na Xbox Live Indie Games e custa 80 Microsoft Points, ou seja, 1 dólar. Trata-se de um game de corrida com visão aérea. Um jogo, aliás, que é extremamente divertido e bem feito. Um jogo que conta com desafios e também com um modo carreira, além de diversas pistas muito bonitas.
Algo também muito bacana em Little Racers STREET é o fato de que muitas pistas contam com elementos que as tornam únicas. Você correrá à noite, debaixo de chuva, sob neve, etc, e todas estas variações terão influência sobre o carro, tornando o seu controle mais difícil, dependendo do caso. Seu carro poderá sofrer danos, aliás, sendo que tais danos influenciarão no desempenho do mesmo, da mesma maneira que as condições das pistas poderão atrapalhar bastante a sua vida.
Cada jogador começa o jogo com 35.000 créditos, e é necessário comprar um primeiro carro para poder correr. Cada carro possui peculiaridades distintas, e você também pode vender seus veículos, alterar suas pinturas e realizar upgrades nos mesmos. Cada vitória fornece ao jogador os créditos necessários para melhorar os carros e/ou comprar novos.
Little Racers STREET conta com 30 veículos, e tudo isto, aliado às diferentes condições de cada pista, pode fornecer horas e horas de gameplay extremamente divertido. Um muito bem vindo nitro também pode ser utilizado: ele é esgotado bem rapidamente, mas é recarregado automaticamente e sem custo algum.
Drifts também são muito bem vindos, os quais são possíveis através da utilização do freio de mão. Claro, tal recurso é bem vindo com parcimônia, e o novo game da Milkstone Studios também permite corridas rápidas e descompromissadas, através do modo quick race.
Little Racers STREET é mais um exemplo de um belo jogo desenvolvido por um estúdio independente que proporciona muita diversão, além de claramente ter sido desenvolvido com muito esmero. O game é um verdadeiro must have para quem aprecia jogos de corrida com visão aérea e possui um Xbox 360. Além disso, seu preço é fantástico: 1 dólar, apenas. Vale lembrar também que uma demo do game está disponível.
Criatividade e trabalho bem feito não dependem de grandes publishers, e já não é a primeira vez que a Milkstone Studios me surpreende. Se você jogar Little Racers STREET, perceberá que trata-se de um título extremamente divertido e polido, e poderá até mesmo se perguntar, talvez, se realmente existe algum motivo para rotularmos jogos eletrônicos como indies, como se isto os tornasse algo diferente e pudesse causar alguma diferença em sua qualidade ou não.
Little Racers STREET é um belo jogo. Existem jogos bons e jogos ruins. E estamos aqui falando, pelo menos em minha opinião, de um ótimo jogo. Assista abaixo ao trailer do jogo, e veja que bacana:
Leia maisJogo “Warp” será teletransportado para jogadores de consoles e PC
O Xbox Live Arcade House Party, série de lançamentos promovida pela Microsoft que em 2011 contou, por exemplo, com o lançamento de Torchlight, da Runic Games, para o Xbox 360, este ano será iniciado com um jogo muito interessante, o qual, aliás, será lançado também para PC e Playstation 3.
Trata-se de Warp, game desenvolvido pelo estúdio independente canadense Trapdoor, o qual será publicado pela EA Partners. Warp será lançado inicialmente na Xbox Live, e custará 800 Microsoft Points (10 dólares). Trata-se de um jogo que mistura ação stealth e puzzles, e que colocará o jogador no controle de um personagem chamado Zero.
Zero é um pequeno alienígena que foi capturado e estudado por alguns cientistas, e que agora tentará escapar das instalações que se transformaram em sua prisão, bem como dos cruéis cientistas que ali trabalham. O protagonista possui habilidades extremamente mortais e interessantes, e os jogadores poderão escolher como se dará a fuga de Zero.

É possível jogar de forma, digamos, violenta, fazendo com que Zero se vingue de todos os cientistas, e também é possível tentar fugir “na surdina”, planejando cada passo de forma tal que nenhuma morte ocorra e tudo aconteça “nas sombras”. Warp, segundo sua desenvolvedora, conta com inúmeras combinações de habilidades e upgrades, e os jogadores poderão utilizar diversos estilos de jogo para escaparem e resolverem os diversos puzzles apresentados pelo título. Ah, existem também algumas challenge rooms, em Warp.
“Estamos muito animados pelo fato de Warp iniciar o Xbox LIVE Arcade House Party da Microsoft, um evento que destaca o trabalho de desenvolvedores independentes. Warp entrega uma experiência que é única, original e que permite que os jogadores desafiem as tradicionais regras dos videogames, deixando-os jogarem o game do seu modo. Estamos muito orgulhosos do que fomos capazes de realizar, e esperamos que os jogadores também o apreciem“, disse Ken Schachter, fundador da Trapdoor.
Aparentemente, teremos aí outro game bem interessante para Xbox 360, PC e Playstation 3. Warp será lançado na Xbox Live USA no dia 15 de Fevereiro de 2012, na PSN USA e para PC no dia 13 de Março de 2012, e na PSN européia no dia 14 de Março. Não se sabe ainda onde a versão PC do game será vendida, entretanto. De qualquer forma, o jogo parece ser muito interessante e divertido, principalmente devido a estas duas abordagens oferecidas ao jogador.
Eu, que gosto bastante de ação stealth, fiquei bem curioso com o que foi anunciado, e acredito que Warp poderá agradar a muita gente. Por falar nisso, o Xbox Live Arcade House Party contará com outros lançamentos muito interessantes. Na semana seguinte ao lançamento do jogo da Trapdoor será lançado Alan Wake’s American Nightmare, da Remedy, para a alegria dos fãs do game do escritor que resolveu passar uma temporada na “pacata” cidade de Bright Falls.
Teremos também um lançamento que eu, particularmente, estou no aguardo. Trata-se de I Am Alive, da Ubisoft, jogo ambientado em um cenário pós-apocalíptico que promete desafiar os jogadores tanto através dos inimigos quanto através do próprio ambiente. Vamos aguardar, e enquanto isto, dê uma olhada no interessante trailer de Warp:
Leia maisNovo vídeo do “Inside Xbox” exibe gameplay de Trials Evolution, da RedLynx
Um novo vídeo foi disponibilizado na seção ”Inside Xbox“, na dashboard do Xbox 360. Ele pode ser encontrado dentro da opção “video”. O vídeo conta com cerca de 2 minutos de gameplay do novo jogo da RedLynx, Trials Evolution, sucessor de Trials HD. Trials Evolution, aliás, era aguardado ainda em 2011, e seu lançamento não ocorreu. A desenvolvedora também não divulgou ainda a data exata de lançamento do game, infelizmente.
O vídeo de gameplay do “Inside Xbox” mostra cenas fantásticas. O novo jogo parece ser muito mais bonito e realista que Trials HD, e parece até mesmo ser muito mais difícil, o que certamente agradará a quem já “perdeu” horas e horas neste último, o qual até Junho de 2011 já havia vendido mais de 2 milhões de cópias.

Trials HD continua sempre presente na listagem dos mais jogados da semana publicada pelo Major Nelson e, pelo que tudo indica, representará uma enorme evolução em relação a Trials HD, possivelmente oferecendo aos jogadores doses ainda mais fortes de desafios, emoção e beleza.
Espero que a RedLynx continue realizando com Trials Evolution o mesmo belíssimo trabalho que realizou com Trials HD. Que ela também lance fantásticos DLCs e que continue ouvindo seus fãs. Isto, aliás, esta atenção para com a comunidade de jogadores, parece ser algo muito importante para a empresa finlandesa, pelo que podemos perceber. Isto é claramente demonstrado tanto através dos lançamentos quanto através das palavras de Antti Ilvessuo, diretor de criação da RedLynx, em 2011:
“Trials Evolution é mais que apenas uma sequência para Trials HD. Ouvimos com atenção todo o feedback que recebemos a respeito do jogo anterior e acrescentamos isto à nossa própria visão do que poderia ser o definitivo game Trials, trazendo também uma ‘wishlist’ com recursos importantes para os jogadores”
Vamos aguardar e torcer para que o jogo chegue à Xbox Live o quanto antes, e para que seja um título ainda mais fantástico que Trials HD. O vídeo de gameplay do ”Inside Xbox” foi gentilmente cedido pela Microsoft à RedLynx, e ele também segue abaixo:
Leia maisAMY e porque suas escolhas não devem ser realizadas apenas com base em reviews
Estou jogando AMY. Dizendo melhor, estava sofrendo um pouco e agora decidi parar. Um dos jogos que pareciam mais promissores em 2012, criado por ninguém menos que Paul Cuisset, criador de Flashback, pode ser agora candidato à lista dos piores jogos de 2012. Não escondo de ninguém que eu estava muito empolgado com o game da VectorCell. Desenvolvedora e publisher exibiam, antes do lançamento, trailers, screenshots e informações que realmente nos faziam acreditar que o jogo seria algo fantástico.
Percebi que o que tinha em mãos era algo no mínimo “um pouco” ruim quando um funcionário do trem chega à cabine da protagonista, Lana, para solicitar seu ticket de embarque. AMY possui gráficos que simplesmente não condizem com o nível dos jogos atuais. A animação facial dos personagens beira o ridículo, e a pobre garotinha, então, muitas vezes assusta mais do que os zumbis do jogo.
Muita coisa não se encaixa logo de início, também. E não se trata de algo que irá melhorar. Lana já conta com seringas anti-infecção no início do jogo, sem que nada nos diga que ela está infectada (sabemos disso, mas não através do jogo, até aquele momento). O impacto do cometa pode ser visto através da janela da cabine de Lana, e esta já topa com um zumbi logo após o trem chegar com tudo em uma estação.
Concordo com muito do que Dan Whitehead, do site Eurogamer, disse em seu review de AMY. É realmente lamentável como a indústria de jogos eletrônicos pode causar grandes decepções, e nestes momentos perguntamos a nós mesmos: para que convidar jogadores a ajudarem a decidir o preço do game? Por que tentar induzir os jogadores ao erro, dizendo que AMY é um projeto muito ambicioso, como fez José Sanchis, CEO da publisher Lexis Numérique?
Bom, talvez AMY tenha sido realmente um projeto muito ambicioso. Mas algo de errado aconteceu, e qualquer coisa boa que talvez pudéssemos dizer sobre o título foi perdida em meio a um emaranhado de idéias estranhas, gráficos tenebrosos (nos dois sentidos), mecânica de jogo pobre e uma narrativa nada empolgante.
É claro que a indústria de jogos eletrônicos é enorme e conta não somente com desenvolvedoras e publishers. Sites de games também dela fazem parte, e muitas vezes, de forma intencional ou não, acabam induzindo o jogador ao erro, também. O site IGN, durante a E3 2011, disse o seguinte: “Amy é Ico com zumbis, e é totalmente brilhante“. No mesmo artigo, Michael Thomsen disse que os modelos em AMY eram “maravilhosamente detalhados“.
Não se sabe o que o pessoal do IGN viu durante a E3 2011, mas o pessoal do site certamente teve oportunidade de jogar um pouco do game. E, no entanto, a IGN deu nota 2.0 para AMY, em seu review. A lógica nos diz que o produto final deveria ser melhor do que uma versão beta, por exemplo. Qual o problema, então? Sabemos agora que o último trabalho de Paul Cuisset é um jogo sofrível. Teria sido a IGN, por exemplo, vítima do mesmo processo que levou grande parte de nós a imaginarmos que teríamos um ótimo game saindo das mãos de Paul Cuisset: a exibição somente daquilo que interessa, de cenas selecionadas com extremo cuidado?
Isto não é algo de todo ruim, é claro, desde que o produto final acompanhe o que foi anteriormente mostrado. Mas com AMY tivemos uma certa sucessão de lançamentos de trailers e screenshots que infelizmente nos levaram a errar. Bom, pelo menos eu errei ao acreditar que estava esperando por um bom jogo. E se você der uma olhada nas imagens do jogo que constam na Xbox Live (6), poderá até mesmo pensar, como eu, que elas sofreram algum tipo de tratamento. Lana, por exemplo, não é bonita daquele jeito, no jogo.

Ao invés de diversão, sentimos raiva, ao jogá-lo. A maneira como os zumbis morrem é totalmente esquisita. Eles se transformam em um líquido vermelho que desaparece rapidamente, algo que não condiz com aquilo que eu, pelo menos, esperava deste jogo. Rostos sem expressão alguma que mais se parecem com borrões transformam a protagonista e os NPCs em motivo de piada.
Isto tudo, aliás, me leva a pensar em algo em que sempre falo: que importância devemos dar a reviews? Jamais me baseei totalmente em reviews para me decidir pela compra ou não de um game, e justamente por este motivo creio que demos deveriam ser algo obrigatório. Recomendo você a pensar e a agir da mesma forma, aliás. Creio que não existe ninguém melhor que o próprio jogador para avaliar se irá gostar de um jogo ou não.
Para mim, reviews representam a opinião de um jogador e/ou de um jornalista. Nada mais. A opinião destas pessoas tanto pode se afinar com a minha quanto pode ser totalmente divergente. Trato meus próprios reviews desta mesma forma, e somente resolvi adicionar notas a eles a pedido de uma das publishers que apoiam o trabalho do XboxPlus. Gostar ou não de um jogo eletrônico é algo muito variável. Gostos são variáveis. Eu posso adorar determinado título enquanto diversos reviews o “malham”. O inverso também pode ocorrer, e isto é totalmente natural.
Unanimidade é algo bem difícil, principalmente quando se trata de jogos eletrônicos, e podemos consultar diversos reviews, de diversos games, publicados nos mais diversos sites, com notas e opiniões diferentes. É por isso que nunca me baseei apenas em reviews no momento de comprar um jogo ou não. A opinião de um amigo, aliás, conta muito mais, para mim.
Quando escrevo meus reviews, procuro passar detalhes, situações e elementos que me chamaram a atenção no jogo, mas jamais sugiro a alguém que os utilize para se decidir ou não pela compra do título em questão. Leia mais reviews. Baixe a demo, se disponível. Veja vídeos de gameplay. Assista a trailers. O caso de AMY não é o único e nem será o último. É triste devido ao hype que o jogo trazia consigo, e também devido ao nome do criador de Flashback estar envolvido. Mas opinião é algo extremamente variável. E jogos eletrônicos não fogem desta regra.
Infelizmente, AMY não merece ocupar o HD de um console. Pelo menos, não o do meu Xbox 360. Felizmente, neste caso, a grande maioria dos reviews condiz com a verdade. Bem, com aquilo que penso a respeito deste jogo.
Leia maisShoot Many Robots: os inimigos são robôs, e o jogo está chegando à PSN e à Xbox Live

Shoot Many Robots é o primeiro game da Demiurge Studios, e será publicado pela Ubisoft. O título será lançado em breve, na Playstation Network e na Xbox Live, e foi desenvolvido com a Seoul Engine, uma engine proprietária. Trata-se de um título cooperativo para até 4 jogadores, que também conta com alguns elementos de RPG.
Shoot Many Robots apresentará ao jogador uma espécie de “apocalipse robô”. Grupos de quatro jogadores poderão enfrentar hordas imensas de robôs dos mais variados tipos e força. O trabalho em equipe é essencial, mas cada jogador também deverá se esforçar para obter o melhor desempenho, pois recompensas serão fornecidas a cada um conforme sua atuação, ao final de cada missão. Quanto mais robôs forem destruídos por cada jogador, individualmente, melhor. Para o grupo e para ele.
Os jogadores vão ganhando XP conforme matam robôs, e os resultados disto são claros. Além disso, vale sempre lembrar que existe uma certa variedade de robôs, e cada um deles conta com habilidades diferentes e perigosas. A Demiurge Studios criou um vídeo muito interessante, o qual se chama “Render This”.
Através deste vídeo é possível observarmos os vários modos de renderização utilizados durante o desenvolvimento do game, para as devidas detecções de bugs. Esta é uma das funcionalidades da Seoul Engine, aliás. O vídeo também exibe, é claro, os “gráficos normais” de Shoot Many Robots, os quais são muito bacanas. Está aí. Mais um jogo cooperativo, possivelmente barato, dotado de belos gráficos e desenvolvido por um estúdio independente que chamou a atenção de uma grande publisher. Cada vez mais a linha tênue que separa os ditos “AAA” dos “não AAA” vai se enfraquecendo, e jogos criativos e bonitos vão chegando ao mercado.
Assista abaixo ao interessantíssimo vídeo:
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