O simulador Take On Helicopters, da Bohemia Interactive, utiliza um interessante sistema anti-pirataria, o qual, de certa forma, não impede o “pirateiro” de jogar. Bom, só joga quem for muito desleixado, mesmo. Lançado em 27 de Outubro, este novo jogo representa uma grande mudança para a desenvolvedora e publisher tcheca. Além de “fugir” da linha de jogos militares já tradicionais, a empresa lançou um fantástico game que, além de ser um simulador, também conta com uma interessante narrativa.

A empresa chega a mencionar todo o longo processo de trabalho que resultou em Take On Helicopters, e é claro que podemos deduzir, a partir disto, que muito dinheiro também foi gasto no desenvolvimento do título. A Bohemia Interactive também menciona sua preocupação em, ao mesmo tempo, proteger seu trabalho e não causar nenhum mal estar e/ou problemas entre aqueles que pagaram pelo jogo.

Essa questão da pirataria é muito complicada. As pessoas parecem não enxergar o real valor de um jogo eletrônico, muitas vezes pensando: “- Ah, é só um DVD ou um arquivo”. Muita gente não pensa em um jogo eletrônico como o fruto de um trabalho como outro qualquer; um trabalho comercial que deve ser vendido e comprado, e não obtido gratuitamente através de meios ilícitos. Já vi muita gente gastar 200 reais em uma balada e comprar games piratas, afirmando que é um absurdo pagar pelos mesmos.

Gostaria de saber onde está a lógica deste pensamento, se tanto uma experiência quanto a outra proporcionará diversão, sendo que um jogo eletrônico proporciona muito mais benefícios, diversão, imersão, etc, que uma noite de bebedeiras. É claro que, também, esquemas de DRM absurdos e que penalizam somente os jogadores pagantes devem ser abolidos, pois além de tudo, representam uma afronta a quem justamente deveria ser carregado nos braços pela desenvolvedora/publisher, digamos.

O trabalho da Bohemia Interactive com sistemas anti-pirataria já vem de longe, desde  Operation Flashpoint: Cold War Crisis, de 2001. Quem realizou download ilegal do jogo não foi impedido de jogá-lo, mas teve de sofrer (muito merecidamente) com um jogo capado e que sofreu uma degradação gradativa, principalmente em relação à sua performance. E felizmente, mais uma vez, a empresa implementou um sistema anti-pirataria similar em seu recente Take On Helicopters.

Versões piratas do novo jogo também sofrem degradação, e seus belíssimos gráficos sofrem com diversos problemas, como imagens borradas, por exemplo. Um usuário, aliás, chegou a relatar o problema nos fóruns da empresa, e foi atendido por Marek Spanel, CEO da empresa. É claro que o usuário não apresentou as tais provas de compra solicitadas, e foi inclusive banido do fórum. Este é um esquema de DRM, se é que podemos chamá-lo assim, muito interessante.

O jogo funciona, mas funciona repleto de problemas. O problema não ocorre com cópias legítimas, e usuários que pagaram pelo game jogam numa boa. A pirataria é um grande problema, e não só para a Bohemia Interactive, a qual inclusive mencionou que uma demo de Take On Helicopters já está a caminho.

Fico aqui tentando imaginar a cara destes “jogadores” que se depararam com as tais imagens borradas. Fico tentando imaginar, aliás, a quantidade deles que se indignou com o fato. É claro que muitos devem ter ficado “aborrecidos”. Mas que bom, não?

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