O jogo “The Walking Dead” foi lançado há alguns dias atrás, e está disponível para PC, Xbox 360 e Playstation 3. Desenvolvido pela Telltale Games, o game é dividido em cinco capítulos, sendo que na Xbox Live e na PSN cada capítulo será vendido individualmente, por 5 dólares cada.

Já no Steam, é possível comprar-se a temporada inteira, com os 5 episódios (“A New Day” – já disponível, “Starved for Help”, “Long Road Ahead”, “Around Every Corner” e ” No Time Left”), por US$ 24,99. Cada um dos capítulos restantes será automaticamente adicionado ao game, assim que disponível.

Comecei a jogar o “Episódio 1 – A New Day“, e gravei inclusive um vídeo de gameplay, o qual segue abaixo. Confesso que fiquei extremamente bem impressionado pelo jogo. Como já era de se esperar, levando-se em consideração diversos trabalhos anteriores da desenvolvedora, trata-se de um point-and-click. Mas este é um point-and-click um pouco diferente, digamos. O protagonista, Lee Everett, é capaz de se movimentar pelos cenários, com algumas restrições, além de olhar para todos os lados e explorar diversos elementos.

Creio que seja desnecessário dizer que o game “The Walking Dead” meio que pega carona no sucesso do seriado homônimo, também baseado nos quadrinhos de Robert Kirkman. De qualquer maneira, devo dizer logo de início que o jogo, ou melhor, seu primeiro episódio, até agora está me surpreendendo bastante. Trata-se de algo realmente sensacional.

The Walking Dead Game

Zumbis assustadores e gosmentos fazem parte da trama, é claro. E a Telltale realizou um belíssimo trabalho. Os gráficos do jogo seguem o estilo Cel-shading, mas isto não reduz muito a violência de diversas situações que o jogador enfrentará. A utilização da técnica, aliás, ajudou a tornar o game muito charmoso, e combinou perfeitamente com o estilo “aponte e clique”.

O game é extremamente cativante e muito focado nas emoções e nos dramas dos personagens. Conseguimos perceber diversos sentimentos expressos nos rostos de cada um deles, também, e a trama é muito interessante, principalmente com a ajuda das escolhas que são oferecidas ao jogador.

Ocorre que em diversos diálogos algumas opções aparecem em tela, e o jogador deve escolher uma delas como resposta. Cada resposta influenciará o desenrolar da história, de maneiras diferentes. Ainda não consegui determinar o nível de profundidade desta influência, mas o sistema é muito legal. A escolha das respostas, aliás, deve ser realizada rapidamente, antes que o tempo se esgote. isto adiciona uma camada a mais de dinamismo e tensão ao jogo, pois é preciso analisar a situação e escolher uma resposta em pouco tempo. Ou seja, o clima tenso do jogo meio que se transporta para sua jogabilidade.

O cursor pode ser movimentado à vontade pela tela, e cada ponto de interesse exibe opções diferentes. Abrir uma porta, observar um detalhe, chutar ou atirar em um zumbi, etc. Escolhas. Gostei muito disso. Bem, adoro isto. “Mass Effect que o diga”. Temos aqui um jogo de zumbis bem diferente dos que estamos acostumados a ver no mercado. Temos aqui um jogo de zumbis com um enredo interessantíssimo e importante, um enredo que deve ser saboreado juntamente com os momentos de susto e ação.

É realmente espantosa a maneira como a desenvolvedora conseguiu criar um point-and-click extremamente divertido e diferente. Não espere que “The Walking Dead”, o game, te forneça uma experiência similar à de Left 4 Dead ou Dead Island, por exemplo. O jogo da Telltale não é assim, vai além da ação e apresenta ao jogador uma narrativa que vale a pena ser apreciada, o que, no entanto, não significa que os momentos de ação e horror são deixados de lado. Muito pelo contrário.

É muito interessante a maneira como o protagonista pode se relacionar com os personagens. Dependendo de suas respostas, de suas escolhas, NPCs podem ser influenciados. Eles podem ser acalmados e podem ficar desconfiados, por exemplo, e o jogo chega inclusive a mencionar o efeito que sua resposta causou em determinado personagem.

Diferentemente de Jurassic Park: The Game, por exemplo (da mesma empresa), os QTEs aqui são justificáveis e não cansam o jogador, pois a necessidade de exploração está lá, juntamente com a necessidade de se prestar atenção nos diálogos e nas escolhas realizadas. Cada Quick Time Event em “The Walking Dead” faz com que o estilo do jogo, point-and-click, seja aprimorado em tempo real. Em determinados momentos, nem parece que estamos jogando um game pertencente a este gênero.

Dei um rewind no jogo e gravei um vídeo de gameplay desde o início, eliminando, é claro, diálogos que poderiam entregar pontos importantes da história. Se você aprecia jogos com zumbis, histórias interessantes e games diferentes e divertidos, com sustos como um muito bem vindo extra, este jogo é para você. E se você gosta de games estilo point-and-click, “The Walking Dead” é um must have.

Dê uma olhada no vídeo:

Link para o vídeo em 720p:

http://www.youtube.com/watch?v=PX2LBf1D6Mc&hd=1

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