Infestation

Se você algum dia se deparar com um jogo ruim, de mecânicas terríveis, jogabilidade entediante, gráficos datados e muitos, muitos cheaters, chamado de Infestation: Survival Stories, não se preocupe. Essa aberração nada mais é do que The War Z com nome alterado.

Em um aviso publicado pelo gerente de comunidade da Hammerpoint Interactive, a empresa avisa os jogadores de que o título do seu questionável shooter MMO de zumbis foi alterado para evitar “confusão e problemas com os direitos sobre a marca”. Se você está antenado, deve se lembrar que um filme chamado “World War Z“, com Brad Pitt no elenco, estreará na semana que vem nos cinemas. Sem falar no mod DayZ, que originalmente criou a ideia da qual Infestation plagiou se utiliza.

Pra falar a verdade, essa notícia só confirma o que já foi noticiado: pressionado pela gigante Paramount Pictures (responsável pelo filme quase homônimo), era uma questão de tempo até que o jogo trocasse de nome.

“A OP Productions [publisher do jogo] inicialmente registrou ‘The War Z’ no ano passado, mas logo foi avisada pelo Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos que o nome era semelhante a outra propriedade”, diz o gerente de comunidade à imprensa.

Depois de meses tentando resolver a bagunça, a publisher decidiu que o melhor era renomear o jogo. E assim foi feito. A única diferença para os infelizes jogadores será uma tela de introdução e um logotipo diferente dentro do jogo. O resto permanece ruim como estava.

The War Z, agora Infestation: Survival Stories, é um verdadeiro trem desgovernado de polêmicas. Uma série de gravíssimas acusações, que incluem o plágio de DayZ, a total negligência contra jogadores trapaceiros, a distribuição de banimentos aleatórios para forçar jogadores a comprarem o jogo novamente, somou-se no final do ano passado ao fiasco que a desenvolvedora Hammerpoint promoveu na loja do Steam, quando anunciou funcionalidades que The War Z jamais possuiu. A propaganda enganosa obrigou a Valve a retirar o jogo da loja até que as informações fossem corrigidas.

Quando a poeira baixou, o produtor do jogo, Sergey Titov (que também foi responsável pelo pior do jogo a história) tentou pedir desculpas através de uma carta aberta à comunidade. O tiro saiu pela culatra e a arrogância das suas palavras, além da demora para se desculpar, motivaram um destruidor ataque de DDoS sobre os servidores do jogo.

Desde então, o único morto-vivo da história é o próprio jogo. Mesmo com toda a sujeira e uma pontuação de 20/100 no Metacritic, ainda continua de pé e comendo cérebros.

Artur Carsten

Catarinense, amante da música eletrônica, estudante de medicina e jogador nas inexistentes horas vagas. Ocasionalmente, escreve artigos e coloca em dia a pilha interminável de jogos comprados em promoção no Steam. Já passou pelo Campo Minado, Continue, Guia do PC, Gemind e Oxygen e-Sports.

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