Bem, pessoal, longe de mim tentar criar uma “lista definitiva” de jogos, ou qualquer coisa que se assemelhe a isto. Esta é apenas uma pequena lista com os 10 melhores jogos (em minha opinião) analisados aqui no XboxPlus em 2018.

Top 10 Jogos XboxPlus 2018

São títulos que joguei, que gostei muito e que indico a todos, exceto dois casos (The Council e Deliver Us The Moon: Fortuna – com ressalvas). Games que por algum motivo merecem figurar em um “Top 10 Jogos do XboxPlus” para 2018. São títulos pertencentes a vários gêneros diferentes, indies e AAA.

Vale também lembrar que em 2018 publiquei 35 reviews aqui no site, e a lista completa contendo todos os reviews já publicados aqui no XboxPlus pode ser conferida através deste link. É importante também destacar que esta lista encontra-se em ordem de publicação, pois eu mesmo encontrei dificuldades em ordenar os títulos por ordem de “importância”.

Obs: e se eu fosse escolher um GOTY para o XBP, este seria, sem sombra de dúvidas, Assassin’s Creed Odyssey.

Dizer qual deles é o melhor de 2018 para mim é um tanto complicado, por diversos fatores, até mesmo porque esta lista conta também com alguns ótimos jogos que pecaram em alguns detalhes, detalhes estes que quase me fizeram incluí-los em uma hipotética lista dos “piores de 2018”.

No entanto, se devemos julgar uma obra pelo conjunto, é natural que eles aqui figurem, pois devo até mesmo dizer que estes títulos (acima mencionados) tiveram mais bons momentos do que momentos ruins.

A lista é pequena, assim como pequeno foi o escopo utilizado para montá-la, uma vez que jogo única e exclusivamente no PC (pelo menos por enquanto) e trabalho sozinho aqui no XboxPlus. Mas vamos à lista:

The Council

The Council é um jogo episódico, dividido em 5 capítulos, desenvolvido pelo estúdio francês Big Bad Wolf. Trata-se de um jogo que inovou bastante ao misturar elementos como RPG e adventure, aliás.

No título, o jogador encarna Louis de Richet, o qual é enviado a uma misteriosa ilha para participar de um Conselho bastante especial promovido por alguém conhecido como Lorde Mortimer. No jogo, que também conta com elementos de exploração e puzzles, o protagonista deve também conversar com diversos convidados, incluindo vários personagens históricos e ilustres, a fim de desvendar os mistérios que o cercam. Tais diálogos, aliás, são capazes de alterar drasticamente o desenrolar da narrativa.

The Council - Episode 5: Checkmate

The Council nos apresenta também bastante ocultismo, e o jogador deve aguardar por puzzles intrincados que de vez em quando acabam também por quebrar totalmente a imersão. É até mesmo estranho que tal título figure neste “Top 10” após um final realmente insosso e lamentável, mas como tivemos 4 capítulos iniciais interessantíssimos e imperdíveis, achei por bem aqui incluí-lo.

Se você não vê problema nisto, ou seja, se acredita que um final não pode estragar totalmente uma experiência que até então era soberba, vá sem medo. Em caso contrário, afaste-se the The Council.

Abaixo você pode encontrar os links para as análises de todos os 5 capítulos:

Vampyr

Vampyr, da DONTNOD Entertainment, foi, para mim, um dos melhores títulos de 2018. Na pele do médico e vampiro Jonathan Reid, estamos em uma Inglaterra soturna que sofre em meio a uma epidemia da Gripe Espanhola.

Vampyr

A história acontece em 1918, e no RPG, devemos tomar bastante cuidado com a sede de sangue do protagonista, sob pena de destruirmos distritos inteiros de Londres e provocarmos aí a aparição de criaturas ainda mais perigosas do que aquelas que já combatemos normalmente. Reid é um homem de ciência, e reluta bastante em aceitar sua nova condição, tudo isto ao mesmo tempo em que busca por respostas.

Link para o review de Vampyr

Bus Simulator 18

Adoro simuladores, e Bus Simulator 18 é um jogo excelente. No jogo da stillalive studios, o jogador é ao mesmo tempo proprietário e motorista de uma empresa de transportes urbanos. Devemos lidar com as finanças da empresa, com a criação de linhas rentáveis, com a contratação de mais motoristas e também com a pilotagem de ônibus de várias marcas, todas devidamente licenciadas.

Bus Simulator 18

Bus Simulator 18 é um jogo até que bastante relaxante (deixando aqui de lado as peculiaridades pertinentes a todo o gerenciamento de nossa empresa), e você poderá perder horas e horas dirigindo por belas ruas e estradas, ao mesmo tempo em que lida com um trânsito que de vez em quando pode até mesmo se tornar um tanto quanto caótico.

Link para o review de Bus Simulator 18

FAR: Lone Sails

FAR: Lone Sails é uma aventura melancólica e imperdível. Um indie game desenvolvido com extremo esmero. Uma história contada sem palavras, sem tutoriais, sem HUD, sem nada que atrapalhe nossa imersão.

FAR: Lone Sails

No jogo do estúdio suíço Okomotive, percorremos um mundo triste e belo à bordo de uma espetacular locomotiva steampunk, sempre seguindo adiante e nos deparando com elementos que podem representar vestígios de uma antiga civilização que entrou em decadência. O jogo também conta com alguns puzzles, todos eles bastante convidativos, e é extremamente charmoso. Imperdível!

Link para o review de FAR: Lone Sails

Planet Alpha

Um belíssimo trabalho do estúdio dinamarquês Planet Alpha ApS. Uma mistura entre ação furtiva, plataforma e puzzles, onde temos o controle sobre a noite e o dia, controle este que também é utilizado no momento da resolução de diversos quebra-cabeças.

Planet Alpha

Planeta Alpha, além disso, é um jogo lindíssimo, com gráficos de cair o queixo. Trata-se, também, do centésimo jogo publicado pela Team17.

Link para o review de Planet Alpha

Megaquarium

Do criador de Big Pharma, eis que temos um jogo de gerenciamento e estratégia onde o jogador deve criar e manter seu próprio aquário, cuidando de diversos aspectos do mesmo, incluindo disposição, filtragem e aquecimento dos tanques, escolha das espécies adequadas, alimentação, e monetização.

Megaquarium

O jogo é bastante relaxante, e existem muitas espécies que podem ser criadas e expostas, incluindo espécies que vivem em águas geladas.

Link para o review de Megaquarium

Deliver Us The Moon: Fortuna

Assim como The Council, Deliver Us The Moon: Fortuna é um ótimo jogo cujo mal está em seu final. Ou melhor: aqui não existe final algum. O jogo termina abruptamente, sem qualquer motivo, e parece que fomos dele removidos à força por desenvolvedores que tiveram preguiça em terminá-lo. Mas eles já prometeram que um DLC gratuito será lançado com o tal final faltante.

Deliver Us The Moon: Fortuna

Sendo assim, e devido à experiência fantástica que temos até o “quase final”, resolvi incluir este jogo aqui nos “Top 10”. Em Deliver Us The Moon: Fortuna somos a última esperança da humanidade. Temos como missão restabelecer a comunicação entre bases humanas na Lua e na Terra, a fim de que a poderosa fonte de energia descoberta no satélite natural possa continuar sendo utilizada em nosso planeta, o qual passa por uma grave crise energética. Um enredo e tanto, um jogo e tanto, mecânicas interessantíssimas, puzzles envolventes e visuais de cair o queixo.

Mas fica novamente aqui o aviso: jogue se você não se importa com finais ruins e/ou com a ausência deles. Em caso contrário, afaste-se.

Link para o review de Deliver Us The Moon: Fortuna

Shadow of the Tomb Raider

Outro belo jogo tendo Lara Croft como protagonista. Este, para encerrar a trilogia de reboots que contam as origens da famosa heroína. Em Shadow of the Tomb Raider somos levados à  Amazônia peruana, à fantástica Cidade Oculta Inca de Paititi, onde Lara encontra uma civilização dividida e se vê novamente às voltas com a antiquíssima e hostil organização conhecida como Trindade.

Shadow of the Tomb Raider

Espere por mais tumbas, por mais relíquias, por mais tesouros, por mais puzzles interessantes e por um enredo espetacular, sem contar com a própria protagonista, a qual alcança, aqui, seu ápice, se transformando realmente em um personagem verdadeiramente humano, forte, sensível e extremamente crível. Imperdível!

Link para o review de Shadow of the Tomb Raider

Assassin’s Creed Odyssey

Se eu tivesse que escolher, Assassin’s Creed Odyssey seria meu jogo do ano. O melhor título que joguei em 2018. O novo trabalho da Ubisoft nos apresenta um RPG completo ambientado durante a Guerra do Peloponeso.

Na pele dos mercenários Kassandra ou Alexios, nos vemos no meio de guerras e conflitos diversos em meio ao mundo grego, sendo que podemos optar inclusive por navegar no Mar Egeu à bordo de um navio armado e pronto para grandiosas batalhas navais.

Assassin's Creed Odyssey

A história é profunda e envolvente, repleta de reviravoltas e de personagens marcantes, sem falar em missões paralelas pra lá de empolgantes e que meio que se mesclam com a trama principal, muitas vezes.

Somos também expostos a uma organização que tem muito a ver com os conhecidos e odiados Templários tão famosos na franquia (Culto do Cosmo), e na pele de um dos protagonistas, podemos explorar um belíssimo mundo aberto repleto de oportunidades para aventuras inesquecíveis. Imperdível, também!

Link para acesso aos 8 artigos sobre Assassin’s Creed Odyssey

GRIS

GRIS é um verdadeiro poema em forma de jogo, uma aquarela em movimento. Fiz uma interpretação bem pessoal, e até mesmo bem íntima, do jogo, devido a certos acontecimentos recentes em minha vida, e o jogo é verdadeiramente imperdível.

GRIS

Trata-se de outra história sem palavras, uma onde a narrativa é “apenas” sugerida ao jogador. GRIS mistura plataforma e puzzles, e coloca o jogador para percorrer um mundo que, quem sabe, representa pedaços da história da protagonista, a triste e cabisbaixa menina sem nome. Depressão? Melancolia extrema? Com o que estamos lidando aqui? Jogue e interprete-o a seu modo.

Link para o review de GRIS

Pin It on Pinterest