Quem comprou e/ou jogou títulos para PC como Assassin’s Creed 2 ou Splinter Cell: Conviction em 2010 teve de amargar uma imposição meio que dura e estúpida por parte da desenvolvedora e publisher francesa Ubisoft. Trata-se de um sistema de DRM que obrigava o usuário a manter uma conexão à internet sempre ativa, mesmo enquanto jogando offline. Era uma “conversa constante”, digamos, entre o computador do gamer e os servidores da Ubisoft, e se uma das “pontas” tivesse sua conexão à internet interrompida, adeus jogatina.

O pior de tudo é que isto deve ter ocorrido muitas, mas muitas vezes mesmo, com os computadores dos jogadores, mas chegou a ocorrer também com os servidores da Ubisoft, o que fez com que muita gente, pela impossibilidade de realizar a tal autenticação, fosse impedida de jogar Assassin’s Creed 2 no PC, por exemplo. Sim, um game que o pessoal havia comprado. De forma totalmente legal. Diz-se por aí, até, que existia um crack que quebrava esse DRM, o que deve ter sido um tapa e tanto na cara da Ubisoft, e talvez tenha representado o início da mudança em sua maneira de pensar. De pensar no mercado dos games e naquela pessoa sem o qual este não tem razão de ser: o gamer.

Nada melhor do que iniciar 2011 sabendo que a Ubisoft não mais utilizará este esquema de DRM, e mesmo títulos mais “antigos”, como os dois acima mencionados, já estão livres deste nefasto DRM. Acho até mesmo engraçado alguém da Ubisoft ter dito que a desenvolvedora não teria criado seu draconiano DRM se achasse que iria chatear seus clientes. Ridículo, não? 🙂

Neste meio tempo entre a criação e a “destruição” do “DRM da Ubisoft”, os servidores da empresa foram atacados, por exemplo, provocando a ira de quem comprou games da mesma e não pôde jogar. Eu joguei Splinter Cell: Conviction durante este tempo, e por sorte não tive problema algum. Mas e quem ficou sem internet, por exemplo? Já do outro lado, ok, ataques são normais na web, mas nada disto teria acontecido se tal DRM não existisse.

O que importa agora, entretanto, é que não temos mais de conviver com esse absurdo, e a Ubisoft deve ter aprendido que a melhor maneira de combater a pirataria com certeza não é punindo seus clientes. O problema da pirataria é grave e suas origens são muito difíceis de serem atingidas. Não é com ações superficiais e levianas, nem tampouco indo pelo caminho mais fácil, que desenvolvedoras e distribuidoras se verão dela livres.

(Via: Gamasutra)

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