Kingdoms of Amalur: Reckoning, da 38 Studios, pode não parecer um RPG, a princípio. Isto talvez se deva a seu sistema de combate extremamente dinâmico, o qual muitas vezes faz parecer que estamos jogando um grande hack ‘n slash. Ocorre que a gama de golpes, magias, habilidades e movimentos que o jogador pode utilizar durante cada combate é enorme.

Cada arma conta com golpes exclusivos (e existe uma grande quantidade delas), e o protagonista ainda pode utilizar várias magias durante as lutas, as quais, combinadas com os escudos e com a utilização do armamento primário e secundário promovem um verdadeiro espetáculo de luta. Entretanto, Kingdoms of Amalur: Reckoning é um RPG. Um RPG de ação ambientado em um mundo enorme, mundo este que o jogador vai descobrindo aos poucos. Um jogo ambientado em um mundo aberto, aliás.

O destino dos personagens criados possui uma importância muito grande dentro do game (Destiny System), também, e Agarth, um dos Fateweavers de Reckoning, menciona inclusive que o personagem principal é perigoso. O protagonista, aliás, o qual foi ressuscitado através de um processo alquímico, parece estar fora da “linha do destino”, digamos. Agarth diz que ele pode mudar o destino de diversas pessoas. Impedir que acontecimentos previstos aconteçam, ou que outros não previstos se tornem realidade.

Kingdoms of Amalur: Reckoning transmite ao jogador a impressão de estar jogando um MMO. Um MMO offline. Pode-se também escolher algumas opções durante os diálogos, o que acaba tornando a experiência mais interessante e interativa ainda. O “Reckoning Mode”, vale lembrar, é algo fenomenal. Através dele, ataques devastadores podem ser desferidos, os quais não somente são poderosos, mas também permitem que os inimigos sejam mortos com grande destaque e violência.

O modo stealth também é muito bacana, e a aproximação e o posterior ataque a inimigos desprevenidos é algo sensacional, pois tal ataque é sempre impactante, mesmo que não chegue a matar o inimigo. Possibilidade de esquiva, utilização de escudos e de diversas armas, como por exemplo adagas, espadas de vários tipos, martelos, machados, bastões mágicos e mais uma série de outros itens, tornam os combates no jogo da 38 Studios realmente impressionantes, mais impressionantes ainda quando combinados com magias e itens que podem ser equipados para melhorar diversos atributos do personagem.

Os gráficos do jogo são bonitos. Não surpreendentes, mas muito bonitos. Cada região visitada conta com um estilo diferente, e mudanças muitas vezes não muito sutis na paleta de cores fornecem experiências visuais extremamente belas. As florestas e a vegetação como um todo também impressionam bastante, principalmente quando nos deparamos com árvores enormes e “diferentes”.

A árvore de evolução do jogo também é muito interessante, e durante a criação dos personagens uma vasta gama de opções pode ser customizada. Side quests também estão disponíveis em diversos locais, e elas são bem variadas. Curt Schilling e sua equipe chegaram a mencionar que este jogo é o primeiro ambientado no mundo de Amalur, ou seja, o que agora é enorme vai ficar maior ainda.

Um DLC muito interessante já foi anunciado para Kingdoms of Amalur: Reckoning. Trata-se de “The Legend of Dead Kel“, o qual expandirá o mundo do jogo em 15%, dentre outras coisas. Trata-se de um RPG muito dinâmico e diferente, realmente. Muita gente pode não gostar do estilo do jogo idealizado por Curt Schilling, R. A. Salvatore, Todd McFarlane e Ken Rolston. Mas muita gente está adorando o título, como eu. E ele continua mantendo boas posições na lista dos mais vendidos, no Steam. Já esteve até mesmo na frente de Skyrim.

Gravei um vídeo de gameplay de Kingdoms of Amalur: Reckoning há algumas semanas, e por falta de tempo somente ontem à noite realizei o upload para o Youtube. Neste vídeo, procurei me focar apenas nos combates. Dê uma olhada:

Link para o vídeo em 720p:

http://www.youtube.com/watch?v=9uKn2pyATaU&hd=1

Poderá gostar também

Pin It on Pinterest