Ubisoft Uplay PC

Algo fez com que um alerta soasse em minha cabeça, ontem, quando publiquei a respeito do jogo Tom Clancy’s H.A.W.X. 2 Deluxe Edition por 1 dólar na UbiShop. Ontem mesmo, um pouco mais tarde e durante a Gamescom 2012, a Ubisoft anunciou o lançamento de sua própria plataforma de distribuição digital de games, o Uplay.

Na verdade o Uplay, lançado em 2009, era “apenas” uma espécie de serviço, o qual tinha por objetivo “melhorar a experiência dos gamers dentro dos jogos desenvolvidos pela empresa“. Quem já jogou, por exemplo, Assassin’s Creed: Revelations e Ghost Recon Future Soldier já teve contato com o cliente, o qual, aliás, foi recentemente atualizado.

Bem, agora temos mais uma plataforma de distribuição digital no mercado, chamada Uplay. A Ubisoft (ninguém sabe se apenas para não ficar para trás e também ter sua própria loja, como o Origin, da Electronic Arts), agora também vende jogos e os distribui de maneira muito similar ao já mencionado serviço da EA e ao Steam.

De maneira similar aos clientes do Origin e do Steam, o cliente Uplay também permite a realização de compras, de maneira muito simples (por enquanto, entretanto, apenas títulos da desenvolvedora e publisher francesa estão disponíveis). O Uplay também conta com diversas opções de idioma, incluindo o português do Brasil, além de lista de amigos e sistema de chat.

O jogador também pode criar/editar seu avatar (através de uma interface web), e confesso que até gostei da brincadeira e das opções oferecidas. Em uma espécie de comemoração ao lançamento da nova plataforma, a empresa também lançou algumas promoções: ontem foi o dia de H.A.W.X. 2, e hoje pode-se adquirir “From Dust” por um dólar.

Uma das razões para o lançamento, ou melhor, para a transformação do serviço em  uma plataforma, pode ser a existência de 35 milhões de membros, segundo a empresa. Claro, grande parte destes usuários pode ter sido obrigada a criar uma conta, pois o cliente vem de brinde em todos os títulos mais recentes da empresa. De qualquer forma, da mesma maneira que aconteceu e acontece com o Origin, da EA, é uma quantidade enormes de pessoas, pessoas que podem se transformar em potenciais clientes.

O Uplay PC é uma ótima maneira para que os clientes descubram jogos da Ubisoft, se conectem com seus amigos e comunidades de jogos, e ganhem conquistas e conteúdo que não está disponível em nenhum outro lugar. Para os PC gamers que já são fãs dos títulos da Ubisoft ou que estão considerando experimentar alguns de nossos clássicos, esta promoção é um grande negócio, e nossa maneira de dizer obrigado por seu apoio“, disse Stephanie Perotti, diretora mundial de jogos online da Ubisoft.

A empresa não informou, entretanto, quais são seus planos para o futuro, e eu, sinceramente, não vejo futuro em uma plataforma de distribuição digital caso esta se mantenha restrita a títulos apenas de uma publisher. Fico também pensando se o lançamento do Uplay como plataforma/loja representará a impossibilidade de adquirirmos jogos da Ubisoft em outros locais, como o Steam, por exemplo (como acontece com jogos da EA, aliás).

Além disso, me pergunto também: precisamos de uma outra plataforma, de outra loja? Já não basta o Steam, o GamersGate e tantos outros que prestam um excelente serviço? Espero que a Ubisoft feche os olhos para as besteiras que a EA vem fazendo com o Origin (ah, não somente com o Origin, temos de convir), que não o tome como exemplo, e que o Uplay se transforme em algo melhor do que ele.

Espero que o Uplay, agora que Inês é morta, possa realmente ser um verdadeiro concorrente, e que a Ubisoft não remova seus títulos de outras lojas. Tenho gostado de algumas coisas no Uplay, não posso negar. Podemos desbloquear diversas recompensas dentro do cliente, desde itens in-game até wallpapers e temas para o Windows 7. Recentemente, até mesmo a trilha sonora de Ghost Recon Future Soldier foi disponibilizada gratuitamente (eu a baixei, inclusive).

Isto tudo é muito bacana, e é algo que o Origin, pelo menos, não nos oferece. Não consigo deixar de pensar também no fato de que, de certa forma, o Uplay começou corretamente. Vamos ver, entretanto, até onde ele irá, quais benefícios nos trará e se, ao longo do tempo, olharemos para ele com amor ou com ódio. Mas também não consigo deixar de pensar no fato de que ele é mais um serviço de distribuição digital.

Se cada publisher de agora em diante resolver montar sua própria loja e, pior, resolver tornar seus jogos para PC exclusivos de tais lojas, como ficamos nós, jogadores? Reféns, infelizmente? Espero que a Ubisoft também não caia na besteira de tentar brigar com a Valve e o Steam, aliás. E você, o que acha disto tudo? Quanto ao Origin, será que podemos considerá-lo como um concorrente? Particularmente, penso que não. Pelo menos não plenamente.

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