Vamos conversar sobre igualdade

Este texto a respeito do “Feminist Frequency” foi escrito por um leitor do  XboxPlus, o George Emilio, o qual muito gentilmente o enviou para publicação.

Feminist FrequencyDeixe-me propor um desafio: pense em protagonistas de jogos. Fácil. Agora pense em protagonistas femininas e com personalidades de verdade. Não vale ser “dama em perigo” e nem estar lá só para atrair adolescentes (onde seu busto é maior que sua relevância). Ficou difícil, não ficou? Pois é, Anita Sarkeesian também teve essa dificuldade, e resolveu agir.

Criadora da webseriesFeminist Frequency“, Anita trabalha arduamente para analisar e apresentar de forma dinâmica e interessante a representação da mulher na cultura pop atual, seja em seriados, músicas, anúncios ou, mais importante para nós, games. Devido a uma campanha no site de financiamento coletivo Kickstarter, ela conseguiu dinheiro suficiente (e bem mais) para a criação de uma serie especial dedicada a videogames, pois querendo ou não, os papeis femininos ainda contam com uma representação fraca e por muitas vezes estereotipada em nossos jogos.

Claro que o sucesso não veio sem um preço. Anita foi alvo de cruéis insultos e perseguições por parte de pessoas, homens e mulheres, os quais se recusam a amadurecer e admitir que os tempos mudam e que nossa cultura deve mudar também. Além disso, há o preconceito de que todas as feministas são mulheres escandalosas e “mal amadas”, incentivado ainda mais por grupos preocupados mais com o escândalo do que com a mensagem, e por uma mídia mal intencionada. Para uma comparação, veja quantas vezes nossas fontes de informações (televisão, jornal, etc) abordaram os games como forma de arte interativa, ao invés de apenas divulgar uma cena fora de contexto de algum jogo e dizer que estão corrompendo uma geração. É, da para ter uma ideia…

Feminist Frequency

Emfim, o fabuloso trabalho de Anita Sarkeesian aborda uma triste realidade em nosso querido cenário de diversão e é algo que merece ser assistido, mesmo que apenas para entretenimento, pois os pontos colocados em cheque não podem passar batido por aqueles visando um futuro melhor para a nossa indústria favorita.

Ah, só por diversão, coloquem junto com os seus comentários o nome de alguma protagonista de peso, junto com o titulo do respectivo jogo (Jade, Beyond good and evil).

George Emilio (Leitor)

Amazonense, 18 anos. Sempre gostou de abordar conceitos artísticos e filosóficos através de filmes, músicas e, principalmente, jogos, apresentando aulas de filosofia e literatura baseadas em games como Deus ex e Bioshock, muitas vezes contra a vontade dos colegas de classe (humildemente se achando muito inteligente ao fazê-lo). Hoje em dia tenta dar uma pausa no videogame santo de todo dia para fazer tarefas menos importantes, como a sua faculdade de direito, cursos paralelos, academia e, de vez em quando, tirar a poeira de sua vida social.

 

4 Comments

  1. Olha, ela não é protagonista, mas Skyrim não seria o mesmo sem a Lydia! 😛
    Mas pensando rapidamente nos ultimos que eu joguei, não consegui lembrar em nenhuma protagonista, tirando a Lara Croft.

    Mas as feministas são um problema mesmo viu. Sabe pq? Pq nós mulheres não precisamos sair gritando por aí “Eu sou feminista!!”. E se sai falando isso, algum problema tem.

    A prova disso é o seguinte caso. Quando um homem descobre que eu sou Gamer, acha super legal. Começa perguntar sobre o que eu jogo e etc.
    Quando quem descobre é, não uma simples mulher, mas uma feminista, torce o nariz e diz que isso não é coisa de menina.

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    • Boa noite Fefa, você está certa, infelizmente há muitas “pseudo-feministas” que saem por ai se exibindo, julgando homens e até mesmo as próprias mulheres, utilizando de argumentos vazios e coisas de baixo nivel, essas são as que eu critico, pois elas sujam o nome das que, de fato, lutam por direitos e uma melhor imagem para a população feminina… Mas, infelizmente, como são essas que gritam mais alto e fazem um maior alvoroço, acabamos por julgar um todo por uma pequena (e podre) parte. Vale lembrar que “feminista” é a definição dada para qualquer pessoa que lute pelos direitos das mulheres, infelizmente essas que saem por ai gritando acabem sendo atribuídas a esse titulo. Tecnicamente, até uma delegada ou um delegado de uma… delegacia destinada as mulheres, são representantes da (verdadeira) causa feminista, ao contrario dessas irritantes “posers”

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    • Poxa, bem lembrado. A Lydia. 🙂

      E, pra mim, por incrível que pareça, a Lara Croft. Mas não a dos antigos, só a do último. Essa sim é um personagem no qual vale a pena prestar atenção, um personagem importante além de dotes físicos. Não que a Lara dos outros não fosse bacana, também, mas, vocês me entenderam, né. 😀

      Caramba, sério que mulheres fazem isso quando descobrem que você gosta de games? 🙁 É, temos muito o que aprender, ainda.

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  2. Cara além da Lara Croft (Tomb Raider) que no ultimo jogo, devo dizer está impecável, não só gráfico e beleza da protagonista, mas toda sua evolução, todo seu drama… Também tem a Samus Aran de Metroid.

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