Brink foi lançado em 12 de Maio de 2011 no Steam. Sua versão para PC, a versão distribuída digitalmente, conta com suporte a Steamworks, o que significa que, independentemente de onde você comprá-lo, ele será adicionado à sua library no Steam. Este jogo da Splash Damage me interessa há um certo tempo. Sempre tive grande curiosidade a seu respeito, e talvez uma certa parcela de culpa aqui deva ser creditada à presença da Bethesda “no negócio”.

A publisher/desenvolvedora, pelo menos em minha opinião, sempre lança ótimos jogos, e possui em seu catálogo obras primas tais como, por exemplo, Fallout 3, The Elder Scrolls III: Morrowind e The Elder Scrolls IV: Oblivion. Isto me fez aguardar pelo FPS Brink com enorme ansiedade, e desde o início eu tinha certeza de que iria jogar sua versão para PC (mas o game foi lançado, é claro, também para Xbox 360 e Playstation 3).

Dentro de Brink existe uma sessão chamada Dossier (dossiê), a qual contém alguns vídeos muito interessantes sobre o jogo. Existe também uma sessão com vídeos de treinamento, mas estes deixei de fora. Criei uma compilação com 4 destes vídeos presentes no dossiê de Brink: “Attract”, “Intro”, “Resistance” e “Security” (o vídeo está no final deste artigo). Estes dois últimos, vale lembrar, mostram um pouco das duas facções passíveis de escolha no jogo. No vídeo que criei, também mostrei um pouco, bem pouco mesmo, das possibilidades de customização do personagem. Depois de jogar mais, e progredir no game, você vai desbloqueando mais alternativas, e a customização fica ainda mais sensacional.

Tudo é feito de maneira muito simples e intuitiva nesta parte, e você pode deixar o seu personagem bem diferente e mudar muitas coisas. Até mesmo a voz do dublador pode ser alterada, o que é sensacional. A promessa da desenvolvedora é liberar muitas opções, conforme o jogador avança no game. E eu já percebi este fato, com cerca de 1 hora e pouco “brincando no game”.

Percebi que muita gente (e muitos sites) estão falando tanto bem quanto mal do jogo. Aliás, isto não me surpreende, principalmente depois do “caso Homefront“, e é natural que uns gostem e outros não. Pelo que vi até agora, o jogo parece ser bom, e fornece, além da experiência obtida no modo campanha, um enorme foco no trabalho em equipe, principalmente jogando com outros jogadores, online. A própria premissa básica de uma cidade utópica e futurista, supostamente auto-sustentável e separada do restante do mundo, um  mundo à parte que entra em colapso e se divide em dois grupos distintos, é algo que me parece muito bacana e que pode servir como base a um gameplay bem intenso.

Brink parece ser um FPS único. Jogar duas campanhas. Lutar dos dois lados. Ainda é muito cedo para afirmar com certeza algo neste sentido, mas o que sinto já no início é que em Brink não existe uma facção ruim e outra má. A Resistência quer escapar da “Ark”. A Segurança quer salvá-la. Observar e jogar como parte de cada uma das duas facções e entender seus motivos com certeza será muito bom.

Comecei a jogar e confesso que fiquei impressionado. O jogo é bem complexo. Existem classes. Imagine algo como um Team Fortress 2, por exemplo. Existe o “soldier”, o “operative”, o “medic”, etc. Cada missão deve ser um trabalho realmente em conjunto, e mesmo jogando no modo solo, todos os membros da equipe devem se ajudar uns aos outros.

Existem pontos de controle que podem pertencer à Resistência ou à Segurança. Existe um pequeno detalhe aqui, o qual é muito importante: estes pontos de controle podem ser “hackeados”, por qualquer um dos grupos, e passar a pertencer ao grupo que o “hackeou”. Nestes pontos de controle você pode, por exemplo, mudar de classe. Dependendo da situação, é realmente necessário fazer isto, uma vez que a complexidade do game exige diversos tipos de abordagem a diversas situações.

Cada missão possui diversos objetivos, e você pode assumir qualquer um deles, conforme a classe que escolheu. Assim sendo, a indicação em relação ao objetivo, distância, etc, passa a ser exibida em tela. Em minha primeira missão, aliás, em meu primeiro contato com o jogo, escolhi por guardar uma porta que deveria ser explodida por um “soldier”. Diversos inimigos chegavam até mim e atiravam sem dó nem piedade. Morri diversas vezes, até pegar o jeito. E ainda estou apanhando muito. Os inimigos tentam desarmar a bomba, e se você não for rápido, todo o processo terá de ser executado novamente.

Trata-se de um gameplay interessante e bem diversificado. Você pode iniciar uma missão como “medic” e, no meio dela, alterar sua classe para “soldier”. Cada uma das classes possui habilidades distintas, todas extremamente úteis e necessárias para concluir cada missão. O game também recompensa os jogadores, e o personagem vai evoluindo. Vai subindo de nível. Assim, são liberadas habilidades especiais, mais modificações para o personagem, e também mais níveis de customização das armas.

Você pode comprar armas novas e customizar diversos aspectos da mesma, como por exemplo tipo de mira, etc. É muito interessante. O gameplay é divertido e difícil. Telas de loading sugerem que você se mova mais e atire menos, por exemplo, e já durante a tela de carregamento da primeira missão uma mensagem informa que Brink é um game complexo. Os inimigos, pelo menos pelo que pude perceber até agora, contam com uma IA bem forte, e são bem ferrenhos no combate.

Você pode ser incapacitado, antes de morrer. Enquanto isso, você pode aguardar pela chegada de um médico. Você acompanha tudo em tempo real, inclusive a distância e quantos médicos estão vindo em seu socorro. Os médicos, assim que chegam perto de você, te jogam uma seringa, e você então aplica o conteúdo em si mesmo e levanta do chão. Pode ocorrer também de nenhum médico chegar em tempo hábil e você morrer. É, parece que o Brother Chen, chefe da Resistência, e o capitão Mokuena, chefe da segurança, terão muito trabalho pela frente.

2011 está sendo um ano muito interessante em relação aos FPS’s. Homefront, Crysis 2, Bulletstorm e agora Brink, com sua complexidade e interessante gameplay. Acho que até o final deste ano, teremos no mercado novos FPS’s para todos os gostos.

Enquanto isto, fique com o vídeo. É muito bacana:

Link para o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=HJO1eprsTNo&hd=1

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