Watch Dogs

Watch Dogs foi lançado há poucos dias atrás. Muita gente passou nervoso, a Ubisoft deu algumas mancadas, etc. Mas o jogo é muito bom, independentemente de qualquer coisa. Temos um protagonista hacker, e em nossas mãos temos um smartphone que é capaz de coisas sensacionais (ok, temos exageros, também, afinal, para fazer o que Aiden Pearce faz ali seria preciso muito mais).

Mas vamos entrar na história, encarnar o personagem, apreciar a história, e adentrar aquele mundo repleto de tecnologia e de brechas de segurança. Aiden Pearce tem um passado criminoso, um passado e ligações, aliás, que acabam colocando pessoas que ele ama em risco.

Temos aqui mais um título de mundo aberto, e quem me conhece sabe que eu adoro este estilo. Adoro mundos livres, nos quais posso pilotar uma caranga por horas, quem sabe. Nos quais posso fazer coisas que “não estão no script”. Nos quais posso improvisar.

Mundos que representam, talvez, uma espécie de convite a uma nova vida. A algo diferente. Jogos de mundo aberto representam um dos meus pontos fracos, e a Ubisoft fez um ótimo trabalho em Watch Dogs, este jogo que está sendo, para mim, um dos mais divertidos dos últimos tempos, junto com Titanfall.

O multiplayer de Watch Dogs não deve ser deixado de lado

Neste texto vou comentar a respeito do multiplayer de Watch Dogs. Um multiplayer um tanto quanto diferente, meio que interligado ao singleplayer. Tanto é que, se você colocar o jogo em pausa sem tomar o devido cuidado e for tomar um café, pode ter uma desagradável surpresa ao retornar e descobrir que foi hackeado, perdendo vários pontos de notoriedade (isto aconteceu comigo ontem).

Watch Dogs

Fazendo uma comparação com GTA V, outro petardo: no título da Rockstar você precisa acessar o multiplayer como se estivesse mudando de personagem. E, caso possua o jogo no Xbox 360, também precisa ser assinante Gold da Xbox Live. Lá, no GTA Online, você cria e mantém seu personagem, o evolui, e precisa entrar em uma Los Santos à parte. Nada, ali, possui ligação direta com a trama principal. Nada que você faz ali influencia Michael, Trevor e Franklin, os protagonistas da campanha.

Já o multiplayer de Watch Dogs é bem diferente. O mesmo Aiden Pearce que realiza missões da campanha também hackeia e é hackeado por outros jogadores. O mesmo personagem participa do modo solo e do multiplayer do título. São 06 modos de jogo, 6 tipos de contratos online, nos quais agimos como mercenários, trocando em miúdos, em busca de dinheiro, XP e notoriedade (além de recompensas).

A diferença é que tudo está no mesmo universo, digamos. Enquanto você dirige pela cidade, tentando chegar até o ponto de início de uma side-quest, você pode ser invadido por um outro jogador. Um jogador real, de qualquer parte do mundo. E você não pode impedir a invasão, a não ser que defina previamente que não deseja brincar desse jeito, ou caso já esteja no meio de alguma quest.

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E você pode fazer o mesmo, é claro: buscar por jogadores. Por vítimas, para invadir. Outros jogadores reais, sabe-se lá de que parte do mundo. Tudo isto, tanto do lado de lá quanto do lado de cá, tem um ou mais objetivos, sendo que o principal, talvez, seja realizar o download de informações. Roubar dados, afinal, estamos em um jogo que fala sobre hackers e cuja história ocorre em uma cidade super conectada.

Mas vamos aos modos de jogo, acessíveis através do smartphone de Aiden Pearce, no item “Aplicativo de contratos online”:

Hackeamento Online (ou Online Hacking)

Um dos meus modos preferidos. A qualquer momento (menos enquanto em missão), qualquer jogador de Watch Dogs pode ser invadido. Ou pode invadir. Você pode solicitar um alvo. Outros jogadores podem fazer o mesmo, e você pode acabar sendo, então, a vítima.

Um círculo roxo no mapa determina a área dentro da qual você deve permanecer enquanto o download é feito, caso seja o hacker, ou então a área dentro da qual deve buscar pelo inimigo, caso seja a vítima. O objetivo do invasor é roubar os dados (download 100% concluído) sem ser detectado pela vítima e sem matá-la. Já a vítima deve descobrir onde está o hacker e, claro, nele dar um fim.

Atacante e vítima podem usar uma série de artimanhas para se darem bem. O hacker e a vítima podem causar apagões, podem se esconder em carros, podem perambular pelas redondezas (desde que não saiam da área demarcada no mapa), e podem inclusive utilizar câmeras de vigilância. Ambos também podem hackear semáforos, cancelas, e causar explosões em diversos elementos.Os dois oponentes podem utilizar veículos, câmeras e até mesmo hackearem cidadãos comuns no meio da brincadeira.

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Agir de forma furtiva, aqui, é muito legal. Estações de trem podem ser utilizadas como esconderijos, e isto pode até mesmo representar uma dificuldade a mais para quem está sendo hackeado, por exemplo, pois assim será necessário buscar em mais lugares.

Temos uma série de ferramentas à nossa disposição, as quais são úteis tanto para hackers quanto para vítimas: Blackout, JamCom (pode interromper o download dos dados por alguns segundos), triangulação ctOS (para determinar a posição do inimigo), etc. É muito divertido. Uma vez que a vítima encontra o hacker, este deve fugir, pois se transformou automaticamente em um alvo de assassinato. Perseguições malucas podem surgir a partir daí, também, vale lembrar.

Já tive o prazer, também, diversas vezes, de hackear indivíduos que estavam sendo perseguidos pela polícia, e aí o meu trabalho foi muito fácil. Bastou permanecer escondido em um carro, observando o cara trocando tiros com a polícia e o download sendo completado.

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Decodificação Online (ou Online Decryption)

Uma espécie de Team Deathmatch com alguns extras. Aqui, duas equipes se enfrentam nas ruas ao mesmo tempo em que devem buscar um arquivo e decodificá-lo. Jogadores podem auxiliar na decodificação, permanecendo próximos aos companheiros e deixando que seus perfiladores trabalhem juntos.

O tiroteio come solto, também, assim como ambas as equipes devem tentar permanecer com o arquivo. A equipe que primeiro decodificar o arquivo, vence.

Vagar Livremente Online (ou Free Roam)

O próprio nome já diz tudo: passeie por Chicago, na companhia de amigos. Tiroteios, hacks, perseguições e, claro, muita liberdade.

Perseguição Online (ou Online Tailing)

Este modo de jogo lembra um pouco o Hackeamento Online. Aqui, entretanto, o jogador deve agir furtivamente e perseguir seu alvo, perfilando-o. Logo em seguida, é necessário permanecer por perto, também sem ser identificado e perfilado, até que um marcador chegue a 100%. Uma espécie de jogo de caça furtiva, digamos.

Corrida Online (ou Online Racing)

Divertidíssimo, também. Participe de uma corrida pelas ruas de Chicago tendo jogadores reais como oponentes. Vale tudo. Podemos hackear o que estiver ao nosso alcance, visando atrapalhar os outros corredores: fechar semáforos, hackear pontes, levantar obstáculos, tentar lançar os corredores para fora da pista, etc. Pontos de notoriedade também são ganhos (ou perdidos) conforme o desempenho.

Desafio ctOS Mobile (ou ctOS Mobile Challenge)

Aqui entra em cena a companion app de Watch Dogs. O aplicativo é gratuito, vale lembrar, e está disponível para Android e iOS. Jogando no aplicativo, você controla um helicóptero da polícia. Seu objetivo é lançar o caos sobre seu oponente, o qual pode estar no PC, no Xbox One, no Xbox 360, etc. Vale levantar pontes, disparar a partir do helicóptero, enviar viaturas da polícia de diversos tipos, fechar cruzamentos, levantar barreiras, e mais uma série de coisas.

Já jogando Watch Dogs, você joga contra alguém que está na companion app, tendo que desviar das viaturas, tentar não bater e passar pelos checkpoints. Ambas as opções são muito divertidas, e no aplicativo eu sempre me pego tentando imaginar a loucura que certamente deve estar ocorrendo no jogo, com minha “vítima”.

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Finalizando

Vale lembrar que quase sempre, nos modos de jogo online acima mencionados, é possível utilizar as habilidades e as ferramentas de Aiden. Hackear semáforos, causar explosões em tubulações de gás, provocar blecautes, etc. Podemos usar diversos meios para chegar a um mesmo fim, digamos, além de bastante criatividade.

Alertas de “perfilamento remoto” também costumam pipocar com bastante frequência na tela. São convites para corridas, desafios ctOS Mobile, para “sessões de hacking”, etc. Você pode aceitá-los ou não, só não pode evitar, por exemplo, as invasões (dependendo de como o seu jogo está configurado).

Para desabilitar as invasões online (o que eu não recomendo, pois é tudo muito divertido e interessante), você deve ir nas configurações do jogo, em “Opções ==> Online”, e deixar a opção “Invasões online” desligada. Entretanto, assim fazendo, você estará deixando de lado um dos elementos mais bacanas de Watch Dogs. Um elemento que causa bastante surpresa. Um dos “detalhes” mais legais deste jogo de mundo aberto.

E Watch Dogs, por falar nisso, tem muitas outras coisas legais. 😉 E você, já jogou? Está jogando? O que acha do título?

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